



Sonhos e duplicatas dão um nó na cabeça do espectador que assiste à Schizoid. É tudo tão complexo que ainda não consigo juntar as pontas para o episódio final, que vem por aí. Porém, mais verdades aparecem e Six precisa enfrentar a si mesmo, literalmente. Anda pela Vila uma cópia dele. Não um clone, não uma ilusão. É um pedaço de Six, raivoso e vingativo, mas apaixonado por 313, que está a solta. O grande desafio é reunir esses dois pedaços de volta, em uma só pessoa, porém, é muito mais difícil do que parece reunir novamente essas peças. Two também parece ter uma duplicata. Um homem cheio de candura, olhar caloroso, diferente do normal. A notícia de que existe um homem querendo se passar por ele na Vila reforça as suspeitas que caem apenas no final do episódio e nos deixam pensando o que diabos esse homem pretende.
Ah, o amor! Sentimento traiçoeiro e, agora que vi mais um The Prisoner, começo a me perguntar se é real. AMC nos presenteia com mais um episódio excelente e com a dose exata de loucura. Dessa vez, Lucy, ou melhor 415 ganha destaque na série e Six a conhece como sendo o par perfeito. Na Vila o casais são formados or uma agência de namoro, que determina quem deve se casar com quem. Muito prático para os planos de controle de Two.
Continuando a saga de The Prisoner, ganhamos mais um episódio excelente, revelador e muito mais confuso. Os cortes temporais são realmente de enlouquecer e muitas vezes eu me pego pensando se não deixei passar alguma coisa.

Logo, Six descobre que tem família. Um irmão, cunhada e sobrinhos com quem ele cria um laço rapidamente. O estranho é que Six sabe que ele e 16 não são irmãos, mas o sentimento é inevitável.
A loucura toma conta de Six em muitos momentos, especialmente quando tem visões e lembranças, às quais se agarra fortemente para tentar encontrar um caminho para fora dali.
Outro ponto muito intrigante é que na Vila não há água. Quero dizer, mares, rios, lagos. Apenas piscinas, um gigantesco deserto e muitas casinhas idênticas. Aliás, o visual é meio retrô, tanto nas roupas, na arquitetura, nos veículos,nos objetos. Tudo parece estar entre as décadas de 50 e 60.
As tentativas de fuga são sempre vãs e mesmo seguindo as torres, que parecem uma miragem no deserto, esse é um feito que parece mesmo impossível. Em sua primeira tentativa de se aproximar das tais torres, uma gigantesca bola branca o impede e faz desmaiar. Mais uma vez é 313 a ajudar. Aos poucos ela se interessa pelos relatos de Six e sinto mesmo uma vibe romântica entre eles.
Six lembra muito da infância, da praia e do mar. Encontra na Vila algumas provas de que sempre viveu ali e isso começa a criar a impressão de que ele pode estar louco. Porém, a cada momento mais pessoas que acreditam em sua teoria de que existe um mundo além da Vila aparecem. Temos, por exemplo, a mulher que ouviu o mar. O próprio 16 assume não ser o irmão de Six e esse três saem em busca de uma prova. Encontram o mar e 16 é engolido por ele, em mais uma aparição da gigantesca bola branca. No final, Six acaba preso a uma camisa de força e não pode mais lembrar seu nome de verdade. Ele se torna o que nunca quis ser: um número.
Enquanto isso, Two continua impávido. Controlador, aterrorizante, poderoso e calculista. Ele é´o único que conhece a verdade e quer evitá-la a todo custo. Até o final da segunda metade, Harmony, descobrimos ainda que Six pode estar mais ligado à Vila do que pensa. Em uma de suas lembranças ele revela que trabalha para um empresa que observava e controlava a vida das pessoas. Uma espécie de Big Brother e, ao demitir-se, ele pode ter se colocado na Vila.
Inclusive, tudo parece um pouco com "O Show de Truman", que colocava Jim carrey vivendo numa espécie de bolha. O princípio de The Prisoner parece ser o mesmo, embora seja difícil afirmar ou criar qualquer teoria por enquanto. E justamente por isso, eu recomendo que todos dêem uma chance à produção que é, acima de tudo surpreendente e uma das melhores coisas lançadas em 2009.