Estou começando a achar graça em The Beautiful Life e até mesmo a sentir certa poesia por trás do roteiro. Não sei se é o costume ou se meu cérebro foi afetado. Pode ser também que eu esteja saudosa de Melrose Place e procure uma substituta, embora não possa traçar uma comparação sobre o nível de qualidade das séries.
The Beautiful Life tenta, mas nunca será canalha como só Melrose Place sabe e pode ser. O grande destaque do episódio fica, mais uma vez, com os personagens do sistema de Make a Donation. Isaac tentando proteger Haley da ira de Vivienne é hilário. As caras que ele faz, de herói romântico atormentado, simplesmente não têm lugar numa produção como essa. Além do mais, atento para o fato de Isaac tem um problema com sua carteira de clientes. Precisa aprender a variar e ter mais conexões. Depois de Vivienne humilhar Haley, chamá-la de feia, gorda e sugerir plástica no nariz, mostrando todo o auge de sua maturidade, arruma outro boytoy. Isaac, que devolve sua jaqueta de couro, fica sem vintage e sem vintém. Mas o melhor foi ver o esbrega sem igual que ele toma de Haley: “Eu posso ser feia, mas você é um prostituto patético”. Verdadeira pérola!
O lance de Raina e Cole fingindo um namoro acaba do jeito mais óbvio. Os dois se apaixonam, embora ele, num ato de ‘grandiosidade’, resolva deixar tudo como está. Reparei ainda que Cole é muito, muito vesgo. Prestem atenção nos olhares dele para Raina, é um olho no peixe e outro no gato.
Chris, que pressente o chifre chegando, pega a pegada de Cole e quase rola aquela troca de casais. A moça, que é modelo internacional e o ensinou a caminhar na passarela , já está cansada de ser beijada por homens que só fazem pensar em Raina.
Tivemos ainda Marissa virando gatuna. Muito petulante, ao ser dispensada de um cast, ela simplesmente rouba um par de sapatos. Acaba sendo resgatada do vexame público por Alex, que beija mal, tem cabelo escorrido e acha que chinchila é o hit da moda.
Dessa vez, uma novidade. Descobri o nome do pai da filha de Sonja. Richard tem um histórico de troca de esposas. Aconteceu com Claudia, que era a outra e virou oficial e poderia acontecer com Sonja. Mas, dessa vez, ela resolve pensar. Desiste da ideia de que Richard, ela e Clara serão uma família feliz, pede desculpas para Claudia e resolve procurar outro agente. Quem disse que uma modelo não pode tomar uma atitude inteligente?
Continuando a saga 'The Beautiful Life", mais uma vez fui ao canal da série no Youtube e assisti ao 4º episódio. Não sei se já estou me acostumando, mas dessas vez, não achei tão ruim. Até dei umas risadas durante o episódio, graças a uma nova personagem: Haley. Ela, que chega e se apresenta com a máxima "I'm the new kid on the block", referência à primeira boyband a estourar entre as décadas de 80 e 90, vem para abalar a relação de PayPal e Make a Donation entre Isaac e Vivienne.Eu tenho minhas ressalvas aí, porque Vivienne é do tipo que só quer receber o corpitcho de Isaac sem dar absolutamente nada em troca. Aquilo já virou chantagem e jogo sujo. Ela ameaça, ele é cagão e obedece. A coisa funciona assim.
Achei hilário quando Isaac tentou mostrar que não só mais um boytoy e botar banca pra cima dela. Acabou intimidado e levado na coleira. Agora, Haley, que é modelo sujinha e faz o tipo cool, que gosta de disco de vinil para parecer bacana, teve uma cena ótima na boate do irmão de Raina, mostrando para o público uma nova bebida: o drink de cabelo! Simplesmente, as madeixas louras e ensebadas estavam mergulhadas no copo durante a cena. Impossível não notar e não rir. Outra coisa absolutamente engraçada foi a naturalidade dela em fotografar o primeiro beijo. “Para você se lembrar disso para sempre". Mais piegas impossível.
O lance de Raina e Cole e o namoro de mentirinha é bem chato. Chris faz cara de quem não gosta, mas aceita tudo no final, naquele estilo campestre dele. O pior é que o óbvio vem aí, com a paixonite de Cole por Raina. Da sessão de fotos deles com o jeans da Calvin Klein saiu outro momento precioso, com uma barriga imensa e redonda de Cole enquanto animava Raina para as fotos no estilo "casal pega fogo".
Marissa e Alex, o irmão de Raina, formam um possível casal estranho. Ela é daquele estilo "qualquer negócio" e ele, com aquele cabelinho louro lambido, faz as vezes de "tudo tem limite".
Agora, nada foi tão bom quanto a revelação da pergunta que ninguém se fez até agora, porque, convenhamos, ninguém se importa. Quem é o pai da filha de Sonja? Rá! Aposto que você, assim como eu, nunca se fez essa pergunta, mas TBL, mesmo assim, responde, sem nem mesmo fazer muito doce. Acontece que Sonja andou dando seus pulinhos com o marido de Claudia, a dona da agência de modelos. Como não lembro o nome do dito cujo e ele sequer está listado no imdb, solamento, mas vai ficar por isso mesmo. Rola uma sessão nostalgia entre eles, depois de uma briga, é claro. O cara quer colocar Sonja para ser a nova cara de uma linha de cosméticos que tem como mote a reinvenção de quem a usa. Coisa linda, né?
Sonja não gosta de ser taxada de louca e inconsequente, mas depois dessa de dormir e parir uma cria do chefe e marido de uma amiga, é impossível fugir da descrição.
Lógico que Claudia vai descobrir tudo, não há escapatória, e a pista é torpe e óbvia. Um brinco de Sonja, caído no escritório do marido avisa para Claudia que chegou a hora de parar os galhos em cima da cabeça. Mais sutil, impossível.
The Beautiful Life voltou. Depois do fiasco de apenas dois episódios exibidos na TV, a série volta, mas não do modo tradicional. Aproveitando a onda da Internet, a produção pode ser conferida no Youtube mesmo. Ainda não existem legendas, mas acredito que, muito em breve, esse problema será resolvido. Como o terceiro episódio foi postado antes da data prometida por Ashton Kutcher, aproveitei para conferir. Se você está interessado em acompanhar o que resta da série, basta clicar AQUI e se inscrever no canal de TBL no Youtube. Lá, você poderá conferir entrevistas e os episódios em HD. A qualidade da imagem, devo ser justa, é realmente excelente. Até o momento estão disponíveis apenas três, mas o plano é colocar todos os episódios produzidos para serem assistidos on-line. Aliás, no vídeo de explicação feito por Ashton, ele diz que tem a meta de que meio milhão de pessoas veja a série pela Internet, fazendo de TBL a primeira série a ter, comprovadamente, mais espectadores on-line do que na TV. Taí uma meta que não duvido que seja alcançada. Como costumamos falar, 500 mil pessoas não é nível de audiência bom nem mesmo para a Rede TV, quem dirá para uma série desse tipo em um canal americano. Ele também ressalta a vantagem de que não existem publicidades inseridas, ou seja, não há intervalos comerciais em TBL, mas acredito que isso seja mais porque ninguém quis anunciar mesmo. Brincadeiras à parte, a atitude de Ashton em divulgar os demais episódios, demonstra muito respeito aos fãs de TBL o que, convenhamos, é muito mais do conseguimos de muitos produtores que deixam o espectador sem satisfações depois que uma série é cancelada sem encerrar a temporada completa.
Assistindo ao episódio, a verdade é que acabei comprovando o que eu já sabia. The Beautiful Life é uma série rasa. Não estou criticando o foco. Acho até que existe muita gente interessada em conhecer os prós e contras da vida de modelo. O problema é que as tramas e os personagens não têm profundidade e isso não é só um defeito de roteiro é, na verdade, uma ofensa aos profissionais da moda. Acredito que nenhum modelo, fotógrafo, agente ou estilista gostaria de ver sua profissão retratada com tanto pieguismo. O que vemos na série é exatamente um conjunto dos clichês que todos já conhecem sobre o mundinho fashion, o que colabora para a ideia de que a futilidade resume a vida dessas pessoas.
Em 'The Beautiful Lie' o tema é esse mesmo: a mentira. Além da farsa de Sonja (Mischa Barton), que prefere passar por viciada em drogas a assumir que pariu uma criança, dessa vez Rania (Sara Paxton) também entra nesse jogo. Não. Ela não está prenha. Pelo menos não por enquanto. O lance é que ela e Cole (Nico Tortorella) são contratados para uma campanha nacional de jeans da Calvin Klein como um casal. Pois é. Logo quando ela começa a namorar Chris (Ben Hollingsworth) precisa se esconder das lentes dos fotógrafos e fingir um namoro que não quer. Como era de se prever, Chris diz que elava a história numa boa, mas não gosta nada de ter de esconder seu relacionamento em público, muito menos ver Cole, que ele simplesmente detesta, todo mandão e possessivo para cima de Raina. É aqui que fica minha crítica. Só eu achei essa trama rasa e boba? A constante insinuação de que é preciso mentir e atuar para se conseguir o que quer é uma constante em TBL. Eu sei que a vida, muitas vezes é assim, mas será que esse é o melhor drama que conseguiram para mostrar esse jogo de valores? Por enquanto, apesar do mimimi de Chris, Raina continua nessa estratégia com Cole, mas parece claro que a farsa não vai durar.
Enquanto isso, Chris vai ganhando espaço profissional e rouba cena de Isaac (Corbin Bleu) durante um ensaio fotográfico, em que um atuava de lenhador e o outro de pescador. Isaac também tem um imenso mimimi ao ser trocado por Chris, mas continua massa de modelar nas mãos de Vivienne (Jaime Murray), que continua distribuindo seus presentes. Tinha até esquecido do PayPal em TBL. É um sistema laboral interessante e diferenciado pois, nesse caso, Isaac recebe o pagamento em jaquetas de couro, antes de literalmente dar no couro.
Já Marissa (Ashley Madekwe) organiza uma festa para um amigo estilista mostrar sua nova coleção. Muito amiga do irmão criminoso de Raina, ela usa o bar do rapaz para seus planos. Raina, aliás, reencontra o pai e em troca do perdão para as dividas do irmão, ela entra na vibe de Gilmore Girls e vai ter de jantar com papai e mamãe toda semana. Aliás, o pai dela, que estava preso, é cara rico e aparentemente, mafioso. A questão é que enquanto Marissa, que é uma dessas attention freaks, desfila o modelito do amigo estilista (que aliás é um show à parte com rímel nos olhos e botas de salto alto), Sonja resolve reaparecer e retomar o controle de sua vida pessoal e profissional, devastada pelo escândalo da cocaína.
Claudia (Elle Macpherson), a dona da agência de modelos, fica feliz da vida, mas o olhar à La Ashlee Simpson de Marissa me fez pensar que Sonja em breve vai vestir uma roupa de madeira no corpitcho muxibento.
O episódio fica por isso mesmo. Não tem um gancho forte que nos faça ter vontade de ver o que acontece a seguir. Mesmo assim, prometo, continuarei acompanhando TBL on-line e ajudando Ashton Kutcher a bater a marca de 500 mil pessoas assistindo a série on-line. Se você estiver com preguiça de ir até o Youtube, não precisa nem se esforçar. Se descer uma linha, pode ver o episódio por aqui mesmo.
Como não é mais novidade para ninguém, posso comemorar! TBL foi mesmo cancelada e eu não sinto a menor pena. Roteiro sofrível, personagens sem empatia, história babaquinha e a muchiba da Mischa. Combinação bombástica que acabou tarde demais. Melhor seria se não tivessem lançado uma coisa vergonhosa dessas. Mas, como boa viciada em séries, verei todos os episódios que ficarem disponíveis, mesmo por que, criticar é um esporte muito bom de praticar.
Em The Beautiful Aftermath vemos um pouco mais da situação de Sonja. Ela consegue o emprego na Versace, mas estou até agora querendo saber por que uma pessoa preferiria aparecer como viciada em drogas em vez de assumir que teve um filho. Nem venham me dizer "a indústria da moda é cruel". Balela. Pode ser difícil a vida de modelo, acredito mesmo que seja, mas quantas tops famosas tem seus rebentos e posam de barrigão? Vira até forma de promover uma outra imagem no meio. Sonja, tão famosa quanto dizem, escondeu a filha a troco de que mesmo? Sem falar que o grande mistério -quem é o pai? - é mais manjado que Paris Hilton sem calcinha.
Rania continua pagando de boa moça e querendo ajudar o novato Chris. Tem o drama do irmão bandido, do pai recém saído da cadeia e a empresária que quer plantar um namoro com outro modelo, Cole, outro que está doido para acabar com Chris a tempo de ele voltar para colher a plantação de milho do papai.
Marissa é uma víbora britânica que só faz maldade com o coleguinha do lado. Aliás, pra ela vale tudo a caminho do topo.
Isaac entrou no esquema de Melrose Place e implementou o Make a Donation - Male Version. Olha só o que a CW ensina pra juventude. Quer dizer, tudo bem receber uma grana em troca de favores sexuais se isso vai servir pra sua carreira. PayPal comendo solto e pelo jeito, não vai parar tão cedo.
E é claro. Se a Rania é a boazinha, Chris é moço bonzinho da roça tentando aprender a lidar com os macetes da cidade grande. O cara tem medo de tudo. Nem em ensaio fotográfico ele fica por que se sente enganado. Depois de perceber que ele é tão tonto que não diferencia ajuda de sabotagem, ainda pega a Rania no telhado e daí surge um casalzinho chato e que seria muito meloso. Sorte a nossa que a série já foi engavetada.
A constatação é triste e inevitável. The Beautiful Life é ruim mesmo e não de um jeito engraçado. Fiquei esperando gargalhar com cenas ridículas e diálogos absurdos mas, que nada. Fiquei assistindo e bocejando. TBL não era mesmo uma promessa da Fall Season, mas está levando o posto de pior estréia, até agora. Criada por Ashton Kutcher e Adam Giaudrone, TBL é exibida pelo canal CW. Na minha singela opinião, vai ser fracasso total, mesmo com o apelo de Mischa Barton, a eterna Marissa, e Corbin Bleu, já que os dois deveriam arrecadar para a série os órfãos de The OC e de High School Musical.
Verdade seja dita, TBL se ampara num enredo bem fraquinho e aposta em mostrar as vids de modelos em NY. Os reality shows fazem isso muito melhor e com modelos de verdade.
Então, Mischa interpreta (olha lá, interpreta gente!) a modelo Sonja, que no auge da carreira some e não dá notícias por mais de 6 meses. Logo de cara ela acha que pode se dar ao luxo de bancar a estrelinha e deixa passar uma oportunidade. Na cena, mostra uma bundinha muito da murcha, talvez por que o retiro espiritual da modelo em ascensão serviu mesmo pra ela ter um bebê no mais completo segredo.
Agora, ela quer voltar às passarelas, mas vai encontrar concorrentes como a novata Raina (Sara Paxton), que tem cara de Síndrome de Down, (com todo meu respeito a essa condição genética), mas mesmo assim começa a aparecer na semana de moda de NY. Toda metida a ser boazinha, chega a dar nojo fazendo aquele olhar de cachorro de mendigo. Rania está louca pra ser BFF de Sonja e até abre mão de um trabalho e manipula a escolha para ajudá-la. É numa dessas que ela conhece Chris (Ben Hollingsworth), menino rural de Iowa, descoberto num restaurante enquanto passava férias com a família. Pra um garoto do campo ele está bem arrumadinho e corre atrás da oportunidade. Encontra dificuldades no primeiro book que faz, mas Rania está lá pra se esfregar nele e deixá-lo mais soltinho. Apesar de socar a cara do seu agente logo na primeira festa, ele vai conseguir seus trabalhinhos e brilhar em NY. (Isso se fizerem episódios suficientes).
Tem ainda Isaac, papel de Corbin, que faz um modelo de sucesso na infância, mas que hoje precisa virar michê para conseguir alguma coisa. Os sonhos musicais dele vão ficar para depois, por que agora, para ter o que comer ele vai ter que comer a Vivenne (Jaime Murray).
Tem ainda o modelo que faz um extra vendendo drogas e vai preso logo de cara e a amiga modelo invejosa ou algo assim. Todas muito carregadas na maquiagem e quase cegas de tanta sombra, rímel e cílios postiços.