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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Paradox 1x05 (Season Finale): Episode Five


Final de temporada de Paradox e o paradoxo faz nossa cabeça girar em cima do pescoço. Mais perguntas, menos respostas e a expectativa do que ainda vem por aí. Minha opinião, após esses cinco episódios, está clara. A BBC conseguiu mais uma vez produzir uma série de qualidade. Por isso que adoro tudo o que vem do canal, até hoje, sem exceção. Para quem já está doido por mais, como eu, antecipo que não encontrei em minhas pesquisas a notícia de uma 2ª temporada. No entanto, o enorme cliffhanger no final do episódio faz crer que em 2010, Paradox retorna e, com certeza, você encontrará meus pitacos por aqui.

Fica por aqui, mais uma vez, minha recomendação e aprovação, embora eu tenha achado que essa Season Finale poderia ter sido mais ágil. Gostei do episódio e tudo o mais, mas acho que o ritmo arrastado deixou um pouco cansativo, absolutamente diferente do que acontece nos três anteriores.

Ainda assim, acredito que houve um motivo para isso, já que estamos lidando com muitas teorias e vertentes da física, o que pode deixar as explicações complicadas. Pelo menos eu procurei ignorar o vocabulário científico e cheio de teorias malucas, mas, chega uma hora em que isso se torna essencial para entender Paradox e o que o roteiro pretende.

Começamos o episódio com o surto de Christian. O cientista ficou realmente traumatizado com os eventos do dia anterior e ao presenciar uma morte que poderia ter sido evitada. Por isso, é Rebecca quem precisa trazê-lo de volta ao laboratório e, como não poderia deixar de ser, novas fotos aguardam no sistema. Algumas delas, porém, parecem repetidas e levam a pessoas já envolvidas nesses casos anteriormente. Dessa vez, também, o tempo é ainda mais curto e todos tem algum envolvimento pessoal com o que está para acontecer.

Callum continua ocupado com Stuart Taylor, Rebecca acha que pode matar um bando de adolescentes, Bem sabe que sua filha estará no local do incidente e Christian descobre que já esteve no local, uma faculdade, falando sobre Física.

Cada detalhe é mais importante do que nunca e agora eles sabem que não são os jogadores, mas sim, o jogo em si. Mudar o futuro não parece mais tão fácil e gratificante quando as pontas deixadas soltas voltam para assombrar.

O caso de Callum acaba sendo o mais extremo. Sem ver uma resolução para os crimes de Stuart, ele resolve fazer justiça com as próprias mãos e acaba matando o estuprador num local afastado.

Enquanto isso, os crimes de uma gangue juvenil levam todos para uma reunião na tal faculdade, onde um dos professores pensa em promover uma campanha pela Não-Violência. È por lá que Christian aparece, tentando avisar o que está por vir. É por lá que Jace, um garoto confuso, com pai criminoso e que só quer ser aceito pela gangue, aparece para matar o professor. É por lá que a filha de Bem aparece, acompanhada de Jason, o irmão de Jace, para uma discussão sobre certo, errado e chances de evitar uma tragédia. É por lá que Rebecca aparece, tentando salvar a vida de todos e sem saber se ela causará todo o desastre. Tudo acontece rápido. Ataque cardíaco, explosões, tiros e o corpo de Christian, estirado no chão, sangrando. Será o fim da linha?

Tudo indica que esse é apenas o começo. As teorias e estudos de Christian mostram que existe mesmo um buraco de minhoca no universo, o que pode e deve ser o caminho par um universo paralelo, onde as coisas acontecem com algumas horas de antecedência e de onde vem as pistas para evitar os desastres. Quando o computador se prepara para receber novos dados mais uma vez, algo muda. Não são mais fotos. Dessa vez, a voz de uma Rebecca de outra dimensão clama por ajuda. E o resultado disso, sinto dizer, a gente só confere na década que vem.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Paradox 1x04: Episode Four


Nunca fiquei tão nervosa assistindo a um episódio como fico com Paradox. Esse, especialmente, me deu vontade de roer as unhas e me arrepiou, no final. Fico completamente alucinada, talvez mais que os próprios personagens, querendo entender as imagens , montar a história e concluir o quebra-cabeças.


É impressionante a crescente de tensão que a série provoca e, após ver os acontecimentos desse, mal posso esperar pelo último episódio.

A obsessão de Christian em descobrir o porquê de tudo continua. Mais e mais teorias surgem e, diante de tudo o que já viu, ele começa a cogitar alguma interferência ou controle paralelo do Ministério da Defesa sobre o satélite Prometheus. Dessa vez, ele se envolve muito mais na investigação e começa a dar mostras de preocupação similares às dos detetives.

Callum é, certamente, o mais paranóico com as imagens e não deixa de avisar a dona do salão de beleza para tomar cuidado com Stuart, o estuprador que saiu livre de acusações no episódio passado. A preocupação dele é tanta que começa a assustar a mulher. Ele também é o primeiro a questionar Christian sobre outro fator importante: quando. Uma das fotos indica para um fato que ainda não aconteceu, dentro do salão de beleza e, embora Christian ou qualquer outro fizesse ideia disso, Callum está certo. O incidente do salão acaba acontecendo e Stuart ataca a mulher.

Enquanto isso, o novo quebra cabeças é montado e aponta para muitas direções diferentes. Incêndio, quedas, lavagem de dinheiro. Os fatos juntos não fazem absolutamente nenhum sentido e enlouquecem os detetives. Cada um segue uma direção e, apesar de haver um elo de ligação, a grande surpresa é que eles não estão lidando com uma catástrofe, mas sim, com duas.

Uma delas é mesmo um incêndio, provocado pelo dono de uma agência de turismo falido, desesperado por dinheiro e prestes a fugir do país. A burrice dele coloca em risco a vida de outra mulher, que dormia enquanto o apartamento se incendiava e a filha - que chegou a ser suspeita de provocar o fogo antes de a equipe conhecer o desfecho da história - berrava na rua, desesperada.

Ao mesmo tempo, num prédio próximo, um jovem imigrante, pai de um bebê recém-nascido, corre o risco de morrer. Trabalhando em manutenção de edifícios, o equipamento de segurança falha. Primeiro, uma das cordas se rompe, depois, um dos clipes de metal se parte e o inevitável acontece.

O impressionante é que coube à Rebecca decidir quem deveria morrer. Sem equipes de resgate suficientes para os dois casos, ela decide pela vida da mulher e deixa a todos nós chocados com o resultado.

Christian, que foi capaz de determinar a localização dos eventos através do posicionamento da lua, é o mais abalado dessa vez. Deixar o conforto da sala de controle pode acabar nisso.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Paradox 1x03: Episode Three



Mais um episódio eletrizante de Paradox confirma a série da BBC como uma boa opção para o período de Hiatus americano. Mais imagens chegam ao computador de Christian King e a equipe do "Projeto Talismã" começa a correr para montar o quebra-cabeças do dia. Dessa vez, eles sabem que um crime sexual está para acontecer e o envolvimento de dois potenciais suspeitas deixa tudo meio embolado.


Tudo o que Rebecca sabe é que precisa salvar a vida de Katie. Essa, corre um risco duplo. Um, por ter arrumado um namorado com tendências à violência e um histórico de agressão sexual. O rapaz, Gerry, nunca fora preso por alegar que as garotas consentiram o sexo, por estarem muito bêbadas.

A outra pista leva até Stuart Taylor, estuprador recém liberado da cadeia e que não teve sua sessão de terapia.

Assim, todos os fatos começam a se ligar e indicar os possíveis caminhos para o crime. King tem as fotos de uma árvore que caiu e esmagou um carro. Esse é o ponto inicial da investigação, já que o acidente acabou impedindo a terapeuta de Stuart de ir trabalhar.

Enquanto Rebecca e King investigam juntos, mais uma vez, Ben tem seu surto pós-traumático, ao descobrir que deveria estar morto. A reação é bizarra. Em vez de ficar feliz, ele se enfurece ao saber que Rebecca e o Ministério da Defesa esconderam dele esse fato e tiraram a possibilidade de ele se despedir dos filhos. Tudo bem que a verdade teria sido mais fácil, mas já que Ben está vivo, não custa ficar feliz. Por causa disso, ele tem uma síndrome de "sou imortal" e enfrenta um estuprador de outro caso, de cara limpa. Mas, logo depois, ele começa a entrar no jogo novamente e acrescentar às investigações.

O que gostei bastante foi o destaque dado a Callum. Ele entra de cabeça na investigação e fica paranóico em defender a dona de um salão de beleza. Ele sabe que algo está para acontecer ali, só não previa que a sensação fosse mais intuitiva do que por causa das fotos do satélite Prometheus.

Depois de Katie quase ser morta e estuprada por Stuart, ele é liberado pela polícia. Tecnicamente não cometeu nenhum crime e está solto para continuar seus planos. Callum continua na espreita e o vê observando o salão Holly. Rebecca e King têm mais uma de suas discussões existenciais e ela chega à conclusão de que é o resultado que importa. Depois de esmiuçar as imagens recebidas, King revela ainda que tem certeza absoluta de que uma delas veio de seu próprio satélite. O mistério, porém, continua. Ele não sabe se mais alguém, além dele, está no controle do equipamento ou se, como pensam alguns, há uma força maior por trás dessas pistas.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Paradox 1x02: Episode Two


Não achei que fosse possível, mas a verdade é que o segundo foi melhor do que o primeiro. Paradox, se continuar nesse ritmo, vai se consagrar como uma grande série de ação, investigação, mistério e ciência. é incrível o clima de curiosidade que conseguem criar. A tensão e expectativa não me abandonaram nem por um minuto e estou super ansiosa pelo próximo.

A série é mesmo um paradoxo. Como lidar com fotos de eventos futuros e com as consequências de mudar o que está determinado para acontecer? A mistura de teorias é interessante. Seria uma mensagem de Deus ou apenas uma realidade paralela avisando o que está para acontecer e dando a chance de uma mudança do curso das coisas?

Ben, um dos detetives da equipe de Rebecca, nem imagina que o flagra de sua morte está entre as 8 imagens recebidas pelo satélite de Christian King. O pessoal do Ministério da Defesa, que mantém a novidade em segredo, escolhe deixar esse pequeno detalhe de fora da nova investigação. Entre encontrar a vítima e evitar sua morte, o relacionamento amoroso tenso entre Rebecca e Ben interfere nas investigações.

O melhor em Paradox não é exatamente a finalização do caso, mas sim, o modo como se chega até ele. A junção das histórias paralelas culmina de forma perfeita para o final do episódio e contar aqui os detalhes seria estragar a surpresa de quem ainda não viu o episódio ou mesmo pretende conferir a série.

Tudo o que posso dizer é que cada pequeno detalhe importa, da pomba no muro à drenagem da rede de esgotos.

Achei o caso investigado muito interessante e, até mesmo, assustador. Um adolescente afogado, comida desidratada, uma placa de carro e material de isolamento acústico eram algumas das poucas evidências que levaram Rebecca e Callum até o paradeiro do garoto. Sequestrado e aprisionado pelo vizinho jovem, bacana e acima de qualquer suspeita, o garoto quase morre afogado. Dessa vez, Rebecca consegue mudar o futuro. Salta os fios eletrificados, assim como Callum e evita a morte dele. O sequestrador, ironicamente, morre atropelado e essa é também uma das causas para o que deveria ter acontecido.

Ben, que estava num dia péssimo e de fora das investigações, também chega ao local e o clima fica realmente tenso quando estamos na expectativa de sua morte iminente. Mais uma vitória sobre o futuro. Por questões de segundo, Ben não toca os fios e não morre eletrocutado, mas nunca vai saber do que escapou e nem mesmo que esteve cara a cara com a morte.

Rebecca e King, que não se entrosam, pela primeira vez tem um momento juntos. Alegria por testemunharem e fazerem parte do dia em que o futuro mudou. E eles que se preparem. Vem muito mais por aí.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Paradox 1x01: Episode One

Lançamento da BBC, Paradox é uma boa série de ação para preencher o vazio deixado pelo hiatus das temporadas americanas. A produção britânica mistura tensão e teorias científicas, que tentam explicar as estranhas imagens que simplesmente surgem no super computador de um renomado físico, 18 horas antes de uma enorme tragédia acontecer. Tudo o que se sabe é que elas foram transmitidas do espaço e servem de pista para o evento final, mas as possibilidades, nesse caso, são infinitas e incríveis. Enquanto o cientista tenta explicar a fonte das misteriosas fotos, uma equipe da polícia corre contra o tempo para tentar evitar uma tragédia que nem mesmo eles podem dizer qual é.
O primeiro episódio de Paradox começa em marcha lenta. Muitos detalhes aparecem e é difícil compreender o motivo de todos eles. Contudo, cena a cena, a série ganha fôlego e um ritmo viciante, que prende qualquer numa onda de expectativa. Além do mais, os detalhes estão ali por uma razão e tudo se explica ao longo do Piloto. Apesar da iminente comparação com a trama de Flash Forward, da ABC, aviso aos navegantes para deixar isso de lado. A meu ver, a comparação só pode ser negativa, já que Flash Forward tem atuações pífias e roteiro paupérrimo. Pelo menos em seu episódio de estreia, Paradox se mostra completamente diferente em todos esses aspectos e a expectativa é de que isso se mantenha nos demais.
Por enquanto, estamos apenas falando da estreia e, se eu sentir cheiro de enganação, serei a primeira a atirar pedras, sapatos, tomates e o que encontrar pela frente, na série. Porém, acreditando no selo de qualidade que as séries produzidas pelas BBC levam, tenho profunda fé em Paradox.
Entre os personagens estão o astrofísico Christian King (Emun Elliott), que trabalha monitorando as emissões de raios solares e prevê atividade intensa para as próximas horas. Com o lançamento de radiação em alta frequência, King alerta governo, Nasa, companhias elétricas e toda a ordem de pessoas que poderão ajudar a evitar as consequências disso na Terra. Genial e anti-social, King tem reconhecimento no meio, mas não sabe explicar a origem das imagens que recebe em seu computador. Tudo o que ele sabe é que elas são de uma tragédia que ainda não aconteceu e por isso mesmo, pede a ajuda da polícia, que envia a Detetive Rebecca Flint (Tamzin Outhwaite). King pede especificamente por uma policial com imaginação. Mente aberta é essencial para conseguir trabalhar com o inexplicável. a parceria entre eles é complicada e cheia de desconfianças, mas Rebecca paga para ver.
Aos poucos ela e sua equipe, formada por Ben Holt (Mark Bonnar) e Callum Gada (Chiké Okonkwo) constróem a história que ainda não aconteceu. As fotos são absolutamente essenciais para montar esse quebra-cabeças, que mostra como cada coisa depende de variáveis.
Quando nada parece se encaixar, Rebecca insiste. Não se conforma em não compreender com o que está lidando e, seguindo as dicas de King, a história começa a se revelar. Como, quando, onde e porque vão aparecendo, uma a uma, levando o espectador a temer o futuro que está por vir. Dessa vez, é impossível evitar. O caminhão com carga inflamável e motorista sonolento bate contra a pequena ponte, matando centenas de pessoas que estavam acima dela, no trem sem eletricidade, depois das linhas de energia serem afetadas pela tal radiação solar.
Rebecca e Gada assistem ao vivo à cena que tanto duvidaram que aconteceria. Por causa da estranheza dos fatos, tudo se torna assunto secreto, mas Rebecca quer explicações. Que tipo de coisa poderia ter trazido essas fotos reveladoras? Deus? Alienígenas? Alguma teoria lógica seria capaz de explicar? Nada disso tem uma resposta clara. Pelo menos por enquanto. E justamente quando o dia parece que vai apagar e as luzes se apagam, o computador de King é novamente tomado por imagens de uma outra tragédia. Sete fotos e algumas horas para evitar o pior.