sexta-feira, 11 de março de 2011

Off The Map 1x09: There's Nothing To Fix


Impossível fazer piadas sobre bebês com leucemia.

Assim não dá. Off The Map está sacaneando comigo ao colocar um caso desses no episódio. Quem, em são consciência, vai tirar onda com criancinhas doentes? Eu não vou, vocês não vão, ninguém vai. O mais chocante é que eu ainda gostei desse plot. Foi clichê, sim. Afinal, eu estava esperando aquela mulher imbecil desistir da menininha, mas mesmo assim, gostei de ver o pai adotivo se tornando um pai de verdade, recebendo o apoio de outros casais que também estavam adotando.

Não posso, porém, deixar de notar que aquilo soou como tráfico de crianças. Quer dizer que um grupo de americanos “super solidários” vem para o meio da selva salvar as pobres crianças latinas órfãs? Por favor, roteiristas, poupem-nos de tanto pieguismo.

O lance dos afogamentos também é anti-piada. Sempre tenho desespero quando vejo pessoas caindo de barcos, mesmo que seja na ficção, justamente porque sempre penso nas lâminas do motor fazendo aquele estrago. A história toda de persistência de Tommy vem para provar que ele não é apenas um desmiolado e que apesar de destruir a horta de Zee e deixar camisinhas espalhadas por todos os lados depois do “wild sex” com Minard, ele está aprendendo mais do que imagina.

Falando em Minard, ela já é minha favorita. Gosto muito dessa personalidade estranha dela e do modo como ela faz piadas sobre si mesma o tempo todo, dando um tom mais leve ao episódio, mesmo quando tem um cara morrendo de fungos na bunda, causados pela diabetes.

Fiquei esperando que Zee e Otis engrenassem novamente, mas ela é muito chata e cheia de mimimis. Prefiro que ele continue sua rota em direção à Minard, será mais interessante, pelo menos.

Keeton e Ryan não poderiam ter menos química. Eu olho pra ela e só lembro da vampira Victória, de Crepúsculo, e perco totalmente o respeito. Odeio essa lenga lenga do transplante e esse romance que não empolga.

O pior de tudo é saber que Off The Map deve ser cancelada em breve, encerrando a temporada com 13 episódios. E justamente os atores que interpretam Keeton e Ryan devem ingressar numa nova produção, como casal protagonista. Se é pra eles ficarem juntos, que seja em Off The Map, que de vez em quando me dá motivo para boas risadas.

Comentários
3 Comentários

3 comentários:

Lu VC disse...

Mto triste. OTM tá séria demais. Quer dizer, tirando o caso do tráfico de crianças q pra mim são as mesmas do caso do nazista pedófilo, enfim...hahaha

Putz, o elenco é mto apático. Ninguém tem química com ninguém, impressionante. Fora que o Jason George é péssimo! Pessoas q usam chapéu em ambiente fechado me irritam num grau extremo.

Vc reparou q Keeton deixou a moto estacionada no meio da selva! Fica a pergunta: Na amazônia de OTM tem flanelinha tb?kkk

Infelizmente Off the Map subiu no telhado msm. É a CW aprontando das suas...coisa triste.

bjoss

jorge disse...

Apesar de a Shonda falar no twitter que off the map está indo bem, acredito mesmo que a ABC vai cancelar a série.
É uma pena, porque é mto dificil encontrar esse nivel de cretinice fora da CW.
Outra coisa impressionante é a facilidade com que se acha um coração novo, né. É como se eles fossem vendidos na quitanda da vila dos latinos. hahahahaha

João Paulo C F Longo disse...

Fiz mini maratona de Off the Map e a série é definitivamente Grey's na Selva/Floresta. Não adianta dizer que não. Todos os elementos Shonda Rhimes de se fazer uma série estão lá:

> personagens secundários ofuscando os protagonistas
> pacientes que contam a vida sem ninguém perguntar
> histórias dos pacientes iluminando a vida pessoal dos médicos
> o rala-e-rola entre amigos pra desandar a série
(A lista é grande, mas vou ficar por aqui.)

Como não decorei o nome de ninguém fica assim: Meredita, Careve e Cristina da selva/floresta, com as devidas adaptações. Afinal estamos em algum lugar da américa do sul, provavelmente perto de Eldorado esquina com Atlantida.

Por falar na Cristina, ofuscou o resto. Simples assim. Personagem interessante com uma personalidade forte, aprende na marra. Já vi isso em algum lugar, bem como o mulherengo e a depressiva otimista.

De qualquer forma eu gosto da medicina raíz/curandeira. Essa vertente de drama e romance já temos em Greys o suficiente.

PS.: O que aprendemos com a série? Que médicos sem fronteiras só servem pra acudir gringos que fazem caca no país dos outros.