domingo, 26 de setembro de 2010

My Generation 1x01: Pilot


Depois de ver My Generation, fiquei me perguntado: Porque eu achei que isso ia ser bom mesmo?

Ah, lembrei. Precisei queimar alguns neurônios (não tenho muitos, afinal), mas lembrei. Eu tinha expectativas com My Generation, nova série da ABC, porque sou contemporânea dos personagens. Ou seja, há 10 anos eu estava acabando a escola e entrando na faculdade e, por isso, achei que alguma perspectiva sobre o período pudesse ser, de alguma forma, interessante. O problema é que, do modo como as coisas foram feitas, não é.

My Generation tem um piloto que não é bom nem ruim. É apenas medíocre e quem fica preso no meio nunca consegue nada. Isso é fatal. Acho até que a ideia e o formato são válidos, mas para uma minissérie. Tentar levar essa história, do jeito que está estruturada, por 22 episódios ou mais de uma temporada não me parece algo possível, afinal, imaginem que, por algum milagre, a série durasse oito anos. Seriam oito anos de documentário rolando? Ninguém é tão interessante assim que justifique ter uma câmera que o siga por milênios. A única saída seria mudar o modo como a série foi criada e melhorar (muito mesmo) o nível do roteiro e atuação.

Aliás, isso foi um problema imenso para mim. Achei os atores fraquíssimos e como os diálogos banais não colaboraram, a coisa fica feia.

Como todos já sabem (ou ficam sabendo agora) a premissa da série é mostrar a vida de um grupo de jovens que, há 10 anos, estudou no mesmo colégio, em Austin, Texas. Seus sonhos, objetivos e realizações estão em pauta e agora, eles precisam encarar a comparação entre o que o imaginavam que seria suas vidas e o que de fato, aconteceu.

A começar por Steven Foster (Michael Stahl-David), que queria fazer sucesso e dinheiro, mas acabou largando a faculdade depois de um escândalo financeiro envolvendo seu pai, para ser bartender e surfar no Hawaii. Ele também acaba de descobrir que tem um filho com Caroline Chung (Anne Son), a nerd tímida com quem dormiu apenas uma vez, na noite de formatura.

Dawn Barbuso (Kelli Garner), a punk, agora está grávida e casada com Rolly (Mehcad Brooks) o atleta que entrou para o exército depois dos atentados de 11 de setembro. Keneth (Keir O'Donnell), o garoto doce e estudioso que pretendia ter pencas de filhos, acaba de descobrir que é estéril e ainda não conseguiu se recuperar do suicídio do pai. Falcon (Sabastian Sozzi) é talvez o que menos tenha mudado e continua envolvido com música. Já Brenda (Daniella Alonso), que sonhava em ser cientista, se tornou advogada e trabalha em Washington. Ela ainda pensa em seu namorado de colégio, o rico Anders Holt (Julian Morris), que se casou com a beldade da escola e aspirante à atriz Jackie Fox (Jamie King). Os dois vivem um casamento terrível e de aparências, já que Holt desistiu de Brenda para agradar aos pais que o sustentam. Sobre Jackie, digamos que há muito em comum com Jamie, que tecnicamente a interpreta, já a personagem é idiota e a atriz sequer merece a alcunha, de tão forçada e sem sal. Não que o resto do elenco faça muito melhor, mas ela é sofrível e a pior entre os piores.

O que acontece a partir de agora é previsível. Essas nove pessoas estão se reunindo novamente e isso criará diversos conflitos em suas vidas, que estão prestes a mudar novamente. Por algum motivo bizarro e desconhecido, ainda vou conferir mais alguns episódios, mas sem grandes expectativas. Se tem uma coisa que aprendi com esse piloto é nunca esperar demais das coisas que ainda estão por acontecer.
Comentários
7 Comentários

7 comentários:

Marcus disse...

Putz, eu também fiquei curioso com essa série, achei o promo interessante, mas essa já éa segunda review que leio falando mal. Acho que nem vou mais ver. Pena.

Xty disse...

Pow, mas tu não gosta de nada também! Vai ser chata assim, bem longe

Lu VC disse...

Olha eu aqui de novo...

Vixi, tb me formei nessa epoca de My Generation...#nostalgia hahaha

Mas sei lá, o ritmo do ep é bem estranho. Isso q mata, os caras esquecem q é piloto e q eles precisam atrair a atenção da audiencia rapidinho...enfim, lá no fim do ep eu percebi q só a historia do Kenny me chamou a atenção. Acho q a série até tem condições de ter uma temporada completa mas eu acho q vou esperar pra ver o resto depois...não estou em condições de assumir mtas séries de 1 hora nessa fall season.hahaha A coisa foi feia essa semana, vc sabe melhor do que eu, pq além de ver os eps vc ainda escreve. Aliás, presto aqui minha solidaridade para a máquina de fazer reviews: Camis Barbieri.

Parabéns pelo(s) blog(s)

Bjoss

Fernando Gomes disse...

Putz.. tinha muitas expectativas pra essa também e concordo com tudo. Medíocre é um elogio pra esse piloto. Não me agradou mesmo.

As estreias da fallseason não começaram bem na minha opinião. Muita espionagem, muita comédiazinha pastelão e o que empolga são alguns retornos e olhe lá.

Triste.

lu disse...

nossa...nao aguentei assistir esse episodio ateh o fim...é muiitoo chatoo..hauahauha

Patrícia disse...

Oi....
Nossa, essa serie não me empolgou muito antes de começar .... o piloto é fraco e as historias que foram contadas não me prenderam a atenção de forma alguma....
Ah, eu também estava me formando nessa epoca .... otimas recordações .... rsrsrss
Bjos Camis,

gabi disse...

Pois é. Também fiquei imaginando uma temporada inteira com câmeras seguindo e eles brabos com sua presença. Pq as séries que fazem estilo meio documentário (não sei o nome técnico) tipo The Office e Modern Family, só fazem isso na entrevista e no máximo temos a sensação d euma câmara os seguindo, mas os personagens não interagem com ela.

E as atuações tb, não achei que ninguém se salvou. Talvez o nerd mostrou um pouco de talento ao encarnar um personagem totalmente mal concebido.

Depois do fim do episódio algo mexeu comigo me fez até gostar. Mas lendo o teu post me lembrei de todas as coisas que eu pensei durante ele, e realmente, é bem ruim.