quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Lost 6x01x02 : LA X (Parts 1 and 2)

É o começo do fim para LOST e depois de uma hora e 20 minutos dessa Season Premiere, nenhuma frase representa melhor o meu pensamento do que a última fala do episódio: O que aconteceu? Sem dúvidas, LOST é a série em que quanto mais se sabe, menos se sabe e, para variar, não entendi muita coisa (pelo menos eu acho que não) e ainda assim, gostei de tudo. É a mágica da Ilha, provavelmente.
No final das contas o que entendi foram apenas 3 coisas e acredito que elas são extremamente importantes. A primeira delas é que John Locke é o Lostzilla. A segunda é que a bomba que Juliet explodiu colocou todos os personagens no mesmo período de tempo/espaço. A terceira, mas nem por isso menos importante, é de que Sayid é um torturador frio e duro de atingir, mas que morre fácil se você apenas mergulhá-lo na água e retirar aquela crosta de sujeira aderente.

No plano geral, fica a ideia de que a explosão realmente funcionou, tanto que podemos acompanhar a viagem da Oceanic inteirinha e ver, a grosso modo, o quanto cada um dos nossos velhos conhecidos teria uma vidinha medíocre, caso nada daquilo tivesse acontecido. Tivemos a chance de rever até quem já morreu, como Charlie, entalado com uma trouxinha de crack na garganta e fazendo esforço para morrer de novo no banheiro do avião, Frogurt, que eu nem lembrava que tinha existido, mas me socorreram na memória puxando a cena das flechadas. Outra aparição foi Boone. Quando ele surgiu, confesso, meu primeiro ímpeto foi pensar que um vampiro tinha invadido o avião. Para aqueles que ignoram a existência de The Vampire Diaries, fica meu comentário de que Ian Somerhalder não está conseguindo mais se desvencilhar da fachada de malvado canastrão, já que eu só via o vampiro Damon onde devia enxergar o bobalhão do Boone. Uma das coisas que ficam inexplicadas e muito me intrigam é a aparição e posterior sumiço de Desmond e seu indefectível “Brotha”. Rose e Bernard, para variar, não foram de grande serventia, além de estar ali para cumprir a cota da terceira idade.

Ainda nessa outra face da realidade ou nessa outra dimensão, vemos Sun e Jin encrencados na alfândega, Jack descobrir o desaparecimento do caixão de seu pai, uma conversa bastante interessante com Locke no aeroporto e mais uma fuga alucinada de Kate, com direito a ajudinha de Sawyer e carona forçada com a desaparecida Claire, que deu o ar da graça por uns míseros 5 ou 6 segundos.

Como era de se prever, o que há de realmente interessante acontece na Ilha, onde os vivos morrem e os mortos vivem, por assim dizer. Juliet é uma delas. Está viva debaixo dos escombros e após momentos de pura aflição, em que eu achei estivesse com problemas auditivos, é encontrada por Kate, Sawyer, Jack e Miles. Tudo isso para, pouco depois, perecer nos braços de Sawyer deixando a mensagem de que sim, embora não pareça, a explosão funcionou de alguma forma que ninguém ainda sabe explicar.

Enquanto isso, Sayid sangra voluptuosamente, mas sendo casca grossa, sobrevive a isso até que chega a famigerada hora do banho. Hurley nunca imaginou que suas visões de gente morta serviriam de algo. Ele tem uma conversinha com Jacob, que agora parece até ser um menino bom e inocente, que quer guiar as pessoas até a salvação. Dessa conversa, saem instruções preciosas que levam todos até o templo, onde encontram um bando de pessoas novas, algumas que estavam na queda do 1º avião e o aviso de que Sayid não pode morrer. Por isso que digo que, colocá-lo naquela mega banheira de hidromassagem não foi ideia boa, já que, como vimos, Sayid morreu em consequência do banho e da retirada da camada protetora de sujeira que o protegia. Achei bastante peculiar, também, que ele tenha despertado da morte igualzinho à Bela Adormecida. Bastou o príncipe Jack beijar aquela boquinha iraquiana para Sayid despertar lépido e fagueiro, olhar apaixonado para seu amado, perguntando o que foi que ele perdeu.

Na praia, Lockezilla mostra que não está de brincadeira. Aterroriza até mesmo Benjamin Linus e consegue borrar a maquiagem perfeita de Richard Alpert. Tudo isso, depois de uma linda demonstração de como empalar um homem, brincando com ele como se fosse um ioiô. Agora, as pessoas no templo começam a corrida para se proteger e quem está na praia já percebeu que Lockezilla é o pior pesadelo que eles jamais tiveram. Outra guerra vai começar e não sabemos quem vai sobreviver. O importante, apenas, é impedir que Lockezilla, seja lá ele quem for, realize seu grande desejo. Ele simplesmente não pode e não deve voltar para casa.
Comentários
1 Comentários

Um comentário:

Paula disse...

Oi, Camis!
Ainda não tinha visto seu novo lay, ficou bem bacana!
Há algum tempo perdi a graça de assistir Lost, mas estava aqui lendo suas reviews de OTH (essa eu adoro!) e morrendo de rir.
Bjos,
Paulinha