segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Fringe 5x11: The Boy Must Live


99.9999%.

Até parece mentira, mas não é. Chegamos aos momentos derradeiros de Fringe, com um episódio que traz um misto de esperança e amargura. Não é só porque a série está acabando, mas pela trama em si. Em seu penúltimo episódio, Fringe resolveu jogar com os fãs. Quem prestou atenção percebeu que as probabilidades, de fato, não são nem um pouco animadoras quando o assunto é a sobrevivência do trio principal.
 
Essa semana vem cheia de respostas, lacunas preenchidas e falta muito pouco para podermos enxergar o todo e dizer que foi um fechamento perfeito. Assim como no final da 3ª temporada, a série aposta em três episódios cheios de ação, emoção e conteúdo para encerrar a história, dessa vez, para não mais voltar. Eu quase não contenho as lágrimas ao escrever isso, porque não gosto de encarar o fato de que depois do dia 18 de janeiro eu nunca mais serei surpreendida por Fringe novamente, mas não adianta reclamar. Depois de tanta insegurança a série terá um desfecho apropriado e parece injusto choramingar por uma produção que, seja como for, teve a chance de cumprir sua missão.
 
Depois desse episódio tão bom, e que introduz muito bem os ganchos para a Series Finale dupla, fica até fácil dizer que Fringe não nos deixará insatisfeitos. É como naquela conversa de Windmark com seu superior, em 2609. Pensar num final ruim é improvável e insignificante, porque existe 99.9999% de chances de sucesso. Mas se esse episódio ensina alguma coisa é a não subestimar probabilidades e aproveito para fazer uma metáfora sobre a ínfima possibilidade de 0.0001%, em que enfrentaremos uma anomalia na Finale. Dá para notar que mandei o controle das expectativas às favas e sei que a maioria dos fãs já fez o mesmo, mas estou tentando não enlouquecer completamente.
 
É claro que o roteiro precisava separar um tempinho para reencontrarmos Donald, a quem chamarei apenas de September daqui em diante, simplesmente porque não consigo olhar para ele e usar outro nome. O modo como Walter guia todos até ele é feito especialmente para os saudosistas. Não dava para encerrarem a série sem usarem aquele tanque pelo menos mais uma vez, sempre aproveitando para fazer piadas pontuais sobre a nudez de Walter e a liberdade que ele sente quando está dopado e mergulhado numa fortíssima solução salina.
 
O momento em que September abre a porta e vê Walter, Peter, Olivia e Michael é, provavelmente, um dos mais bonitos de toda a série. Dá para sentir que existe um laço entre essas pessoas e que elas vão fazer tudo para salvar a humanidade.
 
Rapidamente entramos numa série de explicações sobre o surgimento dos Observadores e a origem de Michael. É preciso rever a sequência para não perder nada, muito embora a texto e imagens tenham sido casados perfeitamente para sanar quaisquer perguntas. O que não foi respondido de forma direta, pode ser compreendido por meio da lógica. Acho que o principal é sabermos que não foi Walter (ou William Bell) o responsável pela criação dos Observadores.
 
Muita gente apostava nisso, inclusive porque, em Fringe, toda e qualquer bizarrice foi causada ou tinha alguma ligação com esses dois nomes. De qualquer forma foi bacana saber que a culpa desse mal maior é de um cientista norueguês, que inventou essa história de sacrificar emoções para aumentar a inteligência dos seres humanos. Nessa equação ele só esqueceu que tanta inteligência tornou esses seres arrogantes a ponto de destruir o planeta em que vivem. Para os Observadores não há problema algum nisso, porque afinal, qualquer viagem no tempo pode resolver o impasse. Tecnicamente.
 
Foi bom ver a narração de September entremeada pelas descobertas de Windmark e sua obsessão em destruir "as pessoas em posso da anomalia". Windmark é o único dos Observadores a compreender o que pode acontecer de modo mais amplo, mas ainda assim, não totalmente claro. Algumas emoções tomam conta dele, despertando raiva e o desejo de ver as pessoas mortas. Aliás, a influência da música nas emoções foi muito bem pontuada e vale lembrar de uma das afirmações de Windmark, sobre como ele não entende o apreço dos humanos normais por música.
 
Não sei se pretendem voltar nisso, inclusive por questões de tempo, mas vale notar que um dos oficiais que sempre anda com Windmark, batia o pé ao som daquela canção. Seria um sinal de mudança? De que os Observadores, afinal, não são isentos de emoções e estariam evoluindo e desenvolvendo esse lado por sua constante convivência com aqueles que eles julgam inferiores? Tudo isso fica para a gente pensar, muito embora a existência de Michael confirme as suspeitas.
 
Visto como anomalia, ele representa, em verdade, uma evolução. Uma criatura que tem emoções, sensibilidade e inteligência incríveis, o que faz dele um alvo. É aqui que fico duvidando do plano elaborado por Walter e September. Michael tem mais chances de ser morto por ser diferente e representar uma ameaça a interesses maiores do que de se tornar um meio de salvação, ao trazer a consciência de que não é preciso sacrificar emoção para aumentar a inteligência. Obviamente, digo isso do alto da minha ignorância, porque sendo Michael tão especial quanto é, ele deve saber exatamente o que fazer para reverter a situação atual com o mínimo de danos.
 
Mais uma vez, é preciso voltar ao diálogo entre os chefões Observadores, que denotam a tal arrogância que comentei alguns parágrafos acima. Chamar a Fringe Division de insignificante é coisa de quem não assiste essa série. Faz tempo que não consigo mais aturar novas produções de ficção científica porque nada é complexo o suficiente e digo que "isso não passa de um Fringe Event. Em Fringe eles resolveriam essa série inteira em apenas um episódio". Pois é. Se os Observadores assistissem Fringe (e eles poderiam, porque deve estar passando em algum universo paralelo, com certeza) saberiam que se existe mesmo 0.0001% desse pessoal vencer, essa já é uma probabilidade bem larga.
 
Chega a ser engraçado ver que a falta de emoções e a falta de compreensão do impacto que as emoções têm nas ações dos humanos é o vai acabar com os Observadores. Eles não enxergam onde está perigo e o que seria seu maior trunfo acaba se transformando em seu defeito primário. Percebam que eles eram incapazes de compreender porque September, um cientista, iria querer salvar aquela anomalia genética. Acontece que September é uma espécie de Walter.
 
Um cientista capaz de tudo, inclusive mexer na linha temporal, para salvar o próprio filho. A história se repete e Walter (e não excluo Walternativo dessa) é o exemplo de pai que fez September ameaçar seus iguais. Lembro de quando ele disse para Peter: "Deve ser difícil ser um pai". Agora ele está descobrindo por si mesmo o que é ter de arriscar um amor incondicional desses em nome de algo maior. Sou fã absoluta do modo como os roteiristas exploram o assunto da família, uma vez após a outra, sem deixar que tudo se torne apenas uma repetição sem graça.
 
É essa vontade de ter a família de volta que atinge Olivia em cheio, quando ela ouve sobre o plano. Acho que apenas Peter, em seu olhar tristonho, conseguiu entender o que resetar a timeline significa. E resetar a timeline para uma realidade onde os Observadores nunca existiram e, portanto, nunca invadiram, não significa ter Etta de volta. Absolutamente. Basta pensar um pouquinho no assunto.
 
 
 
September foi punido (ou agraciado coma retirada do aparelhinho) por interferir, repetidas vezes, na timeline (ou nas timelines de diferentes universos, como vimos). Se os Observadores não existirem, September some das variáveis, nos deixando com Peter do lado A morto (como já vimos diversas vezes) e o Peter do lado B vivo (provavelmente), mas por ter sido salvo por Walternativo. Lembrem que ele não encontrou a cura por causa da interferência de September no laboratório.
 
Com tudo isso em perspectiva não teríamos Peter e Olivia e portanto, nada de Etta. Não descarto a possibilidade Bolivia e Henry, no entanto, apesar de as chances disso acontecer diminuírem drasticamente, porque o sumiço de September mudaria absolutamente tudo o que vimos até aqui. Inclusive, Michael não existiria.
 
É por isso que tenho minhas dúvidas sobre a verdadeira resolução que será apresentada na Series Finale. Parece tudo muito cruel e difícil de digerir, lembrando que Walter deve se sacrificar no processo. Não digo que esse final não seja absolutamente coerente, mas nenhum de nós quer ver tudo destruído ao levado à estaca zero. Ninguém quer que esses cinco anos de histórias e de envolvimento com os personagens seja resetado, como se nada houvesse acontecido de verdade.
 
É com esse dilema que os roteiristas nos deixam. E está difícil encarar a possibilidade de um episódio bastante trágico. Não dá para prever o que vai acontecer de fato. Prefiro não prever e ficar boquiaberta na semana que vem, não importa por qual motivo. Sabemos apenas que Michael deve ter papel fundamental no processo, afinal, ele não saiu daquele trem à toa. Há quem pense que ele foi apenas uma criança burra, mas parece improvável. Fico com a ideia de que Michael sabia que deveria se entregar para salvar Peter, Olivia e Walter de serem capturados. Além do mais, September é certeiro ao dizer "nós nos veremos novamente". Talvez ele saiba algo além, talvez um destino mostrado por Michael ou um plano que apenas os dois conhecem de verdade.
 
Gostei de ver a referência a "Cantando na chuva" e a esse passado do qual Walter não consegue lembrar com clareza. Não dá para saber ainda porque Michael lhe trouxe certas memórias e omitiu outras, mas a dica pode estar justamente no amor incondicional entre pai e filho. Os sentimentos de Walter e Peter nunca foram tão expostos como nesse episódio. Cena de marejar os olhos, mas de alegria. A conversa dos dois foi absolutamente linda e já um dos meus diálogos favoritos de toda a série.
 
 
 
O Glyph Code da semana é GRACE, que significa Graça. A palavra está diretamente ligada a Michael, já que ele seria o que se chama de ‘saving grace’ ou aquele que irá salvar toda a situação.
 
Não posso deixar de lado a tulipa branca que, para mim, é o símbolo maior de Fringe. A simples menção dela me faz lembrar desse que é um dos meus episódios preferidos e toda a carga emocional que ele trouxe. Imagino que aquela tulipa irá ter algum significado no encerramento da série, sendo mais do que redenção ou esperança, mas a certeza de que vivemos com Fringe, uma experiência inesquecível.
 
P.S*Queria ter visto muito mais de Astrid nessa temporada. Pequena reclamação que precisava registrar.
 
P.S*Muita gente anda dizendo que não faz sentido September dizer para Walter, em 1985, que "O garoto deve viver. Ele deve viver", mas vejam só: De acordo com Inner Child, Michael estava escondido no subsolo desde a década de 1939, ou seja, em pensamento linear, a coisa se encaixa. Apesar disso, não acredito que esse andamento para o caso estava pensado desde a primeira temporada. De jeito nenhum. Pra mim, a equipe pegou o que intrigava os fãs e costurou a trama. Essa capacidade é absolutamente louvável, porque se tivessem deixado em aberto, teria um monte de gente reclamando que nunca voltaram nesse assunto.
 
P.S*Minha ideia sobre a não existência de Observadores do sexo feminino: mulheres foram descartadas para evitar reprodução não controlada. Aposto que usam óvulos feitos em laboratório para conseguir desenvolver a raça daquele jeito, maturando-os em tubos. Adorei poder ver o processo todo na tela, com efeitos sempre excelentes e que nenhuma outra série consegue apresentar atualmente.
Comentários
25 Comentários

25 comentários:

Cecilia Carvalho disse...

A minha sensacao eh justamente essa, a tristeza eminente de saber q terei apenas maia uma vez a sensacao de ver mais um maravilhoso episodio de Fringe. Melhor serie de todos os tempos, seja no lado A, seja no lado B.

juliana disse...

na último episódio jurei que donald era o september antes e não depois e fringe e camis sambaram na minha cara (por isso ela é a dona do blog, né =P) e eu adorei a sambada, porque fringe não erra nunca. até confesso que no começo achei estranho september ter se tornado humano (eu sei que ele já era humano fisiologicamente falando) e talvez apenas porque me convenci do contrário, mas daí veio a cena do windmark e seu companheiro bate pezinho e PIMBA, fecharam tudo redondinho. como sempre.

estou em NEGAÇÃO com o fim de fringe, mas tudo que a camis expôs é a mais pura verdade. a série vai ter um fim digno, e isso já é digno de comemoração.

não sou tãaaaao seriadora assim, assisto apenas a algumas séries, mas digo, e tenho certeza absoluta disso, que fringe SEMPRE vai ser minha favorita. personagens, história, mix de inteligência com sensibilidade (michael é a representação de fringe, gente), tudo perfeito.

sentiremos faltas da reviews fantásticas também. o episódio só acaba depois da visão de raio x da autora e da análise perfeita apresentada aqui.

Rafael disse...

Camis, vc simplesmente descreveu tudo que eu pensei depois do episódio. E acho que o final vai ser amarradinho. Triste, porém amarradinho. Acho que nem gene terá final feliz. Vai acabar indo pra uma fazenda e virando bife pros outros. :(

Marcia disse...

Nhaaaaa
Fringe vai acabar e ainda não me conformo com a ideia. Se esse episódio já foi comovente pra mim, imagine o último, esse sim eu vou precisar de muitos lenços de papel. Tentando pensar em um jeito de Fringe acabar com um final feliz, mas com esse reset, sei não. São tantas possibilidades que chegam a explodir meu cérebro. Só eu que ri na hora da maturação dos Observadores? Aquele tremelique do observador crescendo foi muito engraçado XD Asrix, Astrix, Asterix rsrsrsrs tadinha da Astrid, não teve destaque mesmo, mas vou sentir saudades dela, até da Gene rsrsrsrs


Agora é tentar fugir de spoilers e ver a grande finale ^^

Gustavo de Castro Ventura disse...

"...mas vale notar que um dos oficiais que sempre anda com Windmark, batia o pé ao som daquela canção."

Olha, não sei se estou viajando muito longe ao propor os fatos abaixo:

Eles falaram que precisam levar o garoto anomalia para o futuro do cientista, para que ele veja que não é necessário sacrificar as emoções para que a pessoa seja inteligente. Agora, e se o oficial estiver batendo o pé acompanhando o ritmo da música (portanto, desenvolvendo emoções) for um sinal de que a missão de levar o garoto para o cientista foi um sucesso?

Vamos para o raciocínio:
1. Entregam o garoto para o cientista que começou tudo lá no futuro;
2. O cientista não remove as emoções dos novos humanos que está criando;
3. Como consequência de 2, os futuros observadores terão emoções (incluindo-se aí Windmark e seu oficial batedor de pezinho).
4. Portanto, o fato de Windmark e os demais observadores começarem a desenvolver emoções é consequência da missão bem sucedida, que provocou uma mudança na linha temporal a partir do momento da apresentação da "anomalia" para o cientista.

A alteração nas emoções dos observadores é gradual, semelhante ao que já vimos em "De volta para o futuro", onde o Marty McFly vai desaparecendo gradualmente, devido à sua não existência num futuro onde ele acabaria retornando para o passado.

Putz, viajei longe aqui, mas pra mim, esse sinal já foi o bastante para compreender que a missão deles foi bem sucedida.

E, sem palavras pra finalizar, fico no aguardo do Series Finale!

Marcia disse...

Teoria maluca rsrs

Mas vai saber. Fringe pode nos surpreender ^^

Jorge disse...

até agora são 98 episódios de pura alegria.

Marcelo disse...

depois do final do ep. fica claro que teremos lado b neste finale..

Andresa disse...

Então o plano é viajar para o futuro e por meio de um conversa com o tal cientista, alterar a pesquisa. Ok. E se o cientista se recusar? E se ele disser que os humanos possuem inteligência e emoção, mesmo assim vem destruindo o planeta e criaram vários regimes ditatoriais (referindo-se ao passado dele e nosso presente)? E se simplesmente ele se recusar e pronto? Não é possível que esta seja a solução para derrotar os observadores...

Talvez o menino tenha pensado em outra solução e por isso fugiu, porque o famoso plano é tão bobinho que não está a altura da genialidade de Walter e da capacidade de viajar no tempo de um observador. Não está a altura de Fringe.

Até que do ponto de vista emocional colocar Michel Cerveris e John Noble para explicar tudo aquilo funcionou, mas convenhamos...


O senhor Isaac Asimov apareceu novamente. Em todo o episódio. Parecia que eu estava relendo o livro (tirando é claro a parte do "OPlano").

Leonardo Araújo disse...

Estava pensando sobre o caso da timeline ser resetada caso o plano der certo. Mesmo isso acontecendo, o Peter e a Olívia não necessariamente ficariam sem a Etta.

Sem o September, o Walternativo consegue salvar o Peter B e ele vive por lá. Mas nos foi mostrado que a Olívia quando criança podia ir ao outro universo, mesmo que rapidamente (foi com isso que o Walternativo descobriu o lado A). Numa dessas "travessias", a Olívia poderia ter se encontrado com o Peter e ter se apaixonado por ele. Como o lado B é mais desenvolvido, eles teriam descoberto um jeito de atravessar sem causar danos (como vimos com os shapeshiffers). Peter B viria pro A, ficaria com a Olívia e teriam a Etta, como estava destinado.

Mas aí tem um problema. Eles tavam destinados a ter a Etta para que ela, no futuro, salvasse o fringe team pra derrotar os Observers (acredito ter sido isso o motivo do Peter ter sido apagado, pra poder apagar o Henry, já que ele não os salvaria no futuro). Sem os Observers, a Etta não teria mais essa função e o Peter poderia se relacionar com a Bolívia e ter o Henry normalmente.

Com o Michael indo pro Windmark (ele não fez isso de propósito), fica a dúvida para onde Fringe vai nos levar... Mas creio que veremos 2167, a Olívia enfatizou bem a data.

Faltam 4 dias. =/

Larissa disse...

Só pra adicionar um fato, no episódio "2x08: August, podemos ver a capacidade de "sentir sentimentos", já que August modificou a timeline por amor.

julianyuchoa disse...

Não sei vcs, mas acompanho as reviews de Camis sobre Fringe desde o comecinho, quando eu nem a conhecia e nem tinha o hábito de ver séries. Isso torna mais estranha ainda a sensação da série chegar ao fim.
Fora o amor que sinto por Fringe e suas belas histórias de amor e amizade, conheci várias pessoas aprofundando discursos sobre as teorias não mais tão malucas de fringe, comentando reviews e ouvindo podcasts. Essa interação vai fazer uma falta do caralho e talvez não consiga sentir isso com mais nenhuma série. Fringe vai me marcar pra sempre! Não só a mim, claro.


Vários elementos que foram trazidos neste episódio e que me fizeram recordar alguns dos ótimos momentos da série, tais como a tulipa branca, September, o amor de Walter por Peter, seu salvamento no Lago Reiden e como seria se os observadores nunca tivessem existido. Acompanhei de imediato a reação de Peter e a inocência de Olivia por achar que pode trazer Etta de volta.


Quando Camis se referiu a um possível plano entre September e Michael, logo imaginei essa possibilidade quando os dois lindamente tocaram suas mãos uma na outra. Michael pode sim ter passado todos os fatos do futuro pra September, já que ele deve saber, obviamente.


Belíssimo episódio e que correspondeu às minhas expectativas e, de maneira convincente, nos trouxe à origem dos observadores (maior questionamento de todos na série).


Continuarei sem ler spoilers, evitando assim, ser surpreendida com qualquer possível informação que 'quebre' meu impacto na finale.


Só tenho a agradecer a Camis por ter trazido tantas informações e questionamentos que, certamente, sem suas reviews eu nunca imaginaria. Quantas vezes acabei um episódio de Fringe sem entender muitas coisas e só depois de ler sua review me situei na timeline.


Obrigada pelo amor e apego a Fringe ao longo desses 5 anos, Camis :)

Larissa disse...

Só queria expressar minha teoria sobre o sacrifício do
Walter.

Vamos dizer que eles consigam acabar com os observadores e
que de alguma forma a timeline seja resetada. Vamos voltar ao ponto onde o Peter
(tanto do lado A, quanto o do B) estaria doente. Ok. Agora sem a interferência do
observador, o Walternativo descobre a cura e a usa no “Peter B”, (vale lembrar
que o “Peter A” já estava morto antes de a cura ser desvendada).

A partir daqui a historia pode seguir dois caminhos.

O primeiro, seria o “Peter B” crescer no outro lado e viver
a vida dele, sem conhecer Olivia, sem Fringe Division e tudo mais.

A segunda opção seria o nosso Walter, ainda sofrendo com a
perda do filho, atravessar para o outro lado e sequestrar o “Peter B” criando o
colapso dos 2 universos como já vimos. Só que após a travessia os dois (Peter e
Walter) caem no lago, e como não tem observador para salvá-los, seria o fim
ali.

É só uma das muitas teorias, mas acredito e espero que não
seja isso o desfecho da serie.

Rêe =D disse...

Walter e Bell começaram o tratamento do cortexiphan nas crianças bem antes do drama dos Peters então eu penso que em algum momento a Olivia iria atravessar e conhecer o Peter. Coisa de destino mesmo. Sempre nisso depois daquele episódio que os dois se conheceram quando eram crianças.

Larissa disse...

Eu também acho que em algum momento a Olivia iria atravessar, mas acho que seria mais facil o Peter cruzar com a Olivia do lado B do que a nossa Olivia. Mas quando eu paro pra pensar sobre esse negocio de resetar a timeline, eu acredito cada vez mais que esse NÃO vai ser o rumo da série.

William disse...

Larissa

eu acho que qdo resetar a timeline, voltará ao momento do parque, e não desde o ínicio (Lago Reiden)

acho que apenas não ocorrerá mais invasão nenhuma, mas tudo que foi feito antes disso seria válido

Larissa disse...

Eu até entendo a ideia de voltar para cena do parque, mas eu acho que se os observadores deixarem de existir, seria relevante discutir a cura e suas consequências, pois se Walter não sequestrasse o Peter do lado B, existe uma grande probabilidade de Peter e Olivia não terem se conhecido, e tudo o que a gente viu relacionado a isso não vai mais acontecer.

Nesse ponto eu acho que entra uma questão que Lost enfatizou muito: Destino, ou seja, por mais que tudo mude e não ocorra como a gente viu, pode ser que de uma maneira totalmente aleatória os dois venham a se conhecer. Não sei se isso faz sentido.

Mas na minha cabeça tudo vai mudar, nada do que a gente viu acontecer vai acontecer denovo.

Lussianno disse...

"Ninguém quer que esses cinco anos de histórias e de envolvimento com os personagens sejam resetados, como se nada houvesse acontecido de verdade."

Eu não penso assim. Resetar não nega o que já aconteceu pq vimos acontecer e eles viveram isso. O reset da quarta temporada me incomodou mais do que esse possível reset me incomodaria pq àquele não resolveu o problema. Um reset agora, com todos tendo conhecimento que será um reset, seria uma espécie da sacrifício da turma pra dar uma oportunidade à humanidade e, pq não, às novas versões deles. Quem aí acredita em fade =]?? Esse provável reset só teria um viés p mim que é pela semelhança com Lost, onde a timeline resetada seria o "céu" da vez - ou seja lá o nome que se dê pr'aquilo.

Gustavo de Castro Ventura disse...

E não é muito maluca mesmo? Mais maluco sou eu por ficar pensando nisso!


Com certeza, Fringe vai nos surpreender!

Gustavo de Castro Ventura disse...

Muito bem lembrado, tinha até me esquecido!
Vou rever a série assim que ela for finalizada, com certeza muitos pontos obscuros serão esclarecidos!

Marina disse...

Fringe é sim A melhor série que já vi. O cuidado que os produtores e roteiristas estão tendo de esclarecer tudo para os fãs, mais o acréscimo de pequenos detalhes que nós consideramos como uma homenagem após acompanhar fielmente a série, é simplesmente um exemplo de amor ao trabalho. Dá pra sentir o carinho que eles têm com a série e que não estavam nessa só por dinheiro ou audiência.
Além da história de Fringe e seus personagens apaixonantes, a equipe que mantém a série em pé está de parabéns! Estou bem mais confiante com o final da série depois desse episódio... depois de ver que usar o tanque tinha o objetivo maior de trazer a tona todos os momentos inesqueciveis na primeira temporada, e que a tulipa branca é um simbolo que marcou a série... (lembram da comic-con, que os fãs levantaram a tulipa branca depois que todos chegaram à mesa... foi lindo de ver a última comic-con deles!). Enfim, me sinto bem por ter acompanhado a série até então pq é assim que eles estão tratando os fãs, com carinho e cuidado ao finalizar a série...

Marina disse...

Esse foi o resultado de quando eles apagaram Peter da timeline, lembra? Eles mostram na cena o Peter caindo no fundo do lago... não acho que seria isso que aconteceria, essa possibilidade já foi usada antes na quarta temporada... Acho que o Universo Paralelo vai voltar, se lá as coisas acontecem de forma diferente, talvez não tenha sido invadida pelos observadores...

Jos_El disse...

Gosto dessa teoria de que as alterações do plano já começaram a acontecer. Porém, também acho que o verdadeiro final não vai ser exatamente a execução do plano, principalmente depois do Michael se entregar pro Windmark.


Porém, qual seria o grande sacrifício do Walter? Peter deixar de existir de novo? Acho que o Peter adulto que vemos é uma anomalia na linha de tempo, sendo assim, ele não seria afetado pelo desaparecimento dos observadores. E, uma nova timeline, onde Walter nunca causou a confusão entre os dois universos surgiria.

William disse...

mas pensando por esse lado, não iria voltar no salvamento no lago, e sim na distração no LAB do Walternativo...
ou seja, o Walternativo não seria distraído, encontraria a solução da cura, e o Walter não teria que atravessar o universo pra salvar o Peter..

juliana disse...

óooooo vdd. nessa timeline o peter não é afetado porque, em tese, tá morto e assim permaneceu até aparecer pelado no lago.