domingo, 8 de maio de 2011

Fringe 3x22 (Season Finale): The Day We Died



O dia em que morremos porque nossas cabeças explodiram.


O momento mais esperado pelos fãs de Fringe chegou. Hora de falar da Season Finale da 3ª temporada que foi simplesmente enlouquecedora, tamanha a complexidade do episódio. No entanto, antes de começar, precisamos fazer um balanço desse 3º ano da série, relembrando nossa trajetória.

Quem de nós imaginou que aquela confusão entre Bolívia/Olivia, Walternativo/Walter acabaria assim? Eu, certamente não poderia prever o caminho que percorremos, muito menos, a profundidade que a trama de Fringe atingiria, nos deixando num ponto em que simplesmente tudo pode acontecer. Essa é a maior vantagem de que uma série de ficção científica pode dispor.

Para mim, pelo menos, foi um ano perfeito. Tenho ressalvas com apenas um episódio (6B 3x14), mas é só porque eu não agüentaria ver Fringe transformada em “Só o amor constrói”, o que até agora, com tantos conceitos científicos excêntricos, se mostra uma possibilidade distante, então, não tenho do que reclamar.

Não foi fácil chegar até aqui, porque testemunhamos um mistério. Na medida em que a qualidade dos episódios aumenta, a audiência cai. Impossível de conceber, mas super verdadeiro. Não foi fácil passar longos meses sem saber o futuro de Fringe e mesmo quando esse final de temporada mostra tantas possibilidades, sou incapaz de me enganar e imaginar a série ganhando a 5ª temporada. Contudo, decidi sofrer apenas quando chegar o momento, porque agora eu estou com a cabeça fervilhando com o rumo que as coisas tomaram e vou tentar expressar para vocês o que estou passando.

Minha experiência com essa Season Finale foi a seguinte: Não vi assim que saiu porque não queria encarar o fim, mas não consegui esperar muito tempo. Assisti enclausurada e sem conseguir piscar os olhos por medo de perder alguma coisa. Quando acabou eu estava absolutamente abalada com o que tinha acabado de ver e não conseguia sequer formular uma frase conexa, no que eu chamo de WTF MODE. Meu cérebro explodiu. Eu não sabia o que tinha me atingido e por isso, depois de respirar, embarquei numa segunda sessão da Finale, que me revelou impressões que eu jamais teria se não tivesse assistido novamente. Faz diferença e ajuda a entender os conceitos complicadinhos que nos propuseram, por isso, recomendo a todos. Vale a experiência.

Falando em “complicadinho”, eu preciso dar parabéns (de novo) aos produtores e roteiristas. Os desgraçados foram fundo na ideia de dar nós nas nossas cabeças. “Você não está entendendo Fringe” passou de piada a realidade em apenas um minuto, afinal, Peter viveu tudo aquilo em 60 segundos, o que mostra como o tempo pode ser relativo. Aliás, esse é o grande tema do episódio: O tempo. Como manipulá-lo, como ele age contra nós, como aproveitar as brechas existentes para enganá-lo e mudar destinos.

É tão difícil de entender que eu precisei transcrever algumas falas de Walter para pegar a coisa toda, mas partir do momento em que você compreende o que está testemunhando, só consegue pensar na palavra ‘genial’ para descrever esse episódio.

Acho que todo mundo entendeu que as Primeiras Pessoas são Walter, Astrid, Ella e outros envolvidos com a Fringe Division de 2026. Não são criaturas brilhantes que habitaram o planeta no passado, como tentaram insinuar, mas sim, personalidades do futuro, que diante do Fim do Mundo precisaram encontrar uma maneira de salvar o universo (ou ambos).

Para isso, Walter aproveitou o buraco no Central Park (que apareceu como consequência da destruição do lado B), que apresentava radiação Kappa (não me perguntem que diabos é isso) com leituras de carbono consistentes com as da Era Paleozóica. Segundo ele, é algo incomum e que só aconteceria se fosse um buraco entre os tempos. Foi isso o que permitiu que o Dispositivo do Apocalipse fosse enviado para o passado, com o objetivo de ser usado por Peter para consertar as coisas nos dias de hoje.

Obviamente eu não faço ideia se a desculpa cientifica deles é algo possível, mas também não estou preocupada com isso. O grande mérito da ficção é tornar essa situação crível, e para mim, não há dificuldade alguma em acreditar nessa história toda, que Walter resume melhor do que qualquer um, quando Peter quer apenas que a Máquina jamais seja enviada.

“É um paradoxo. Não posso mudar o que acontece porque já aconteceu. Mas você pode fazer uma escolha diferente sobre o que aconteceu. Só preciso arrumar um jeito de adiantar sua consciência para o momento atual, para que você possa testemunhar o que acontecerá, caso faça a mesma escolha. Peter, por tudo que sei isso já pode estar acontecendo. Você não vê? Podemos consertar tudo. Podemos trapacear as regras do tempo”.

O mais incrível é quando nos damos conta de que o plano brilhante de Walter já está em andamento e que, mesmo com tantas complicações e palavras difíceis, o principal é que ele precisa abrir mão de Peter. E ele sabe disso. Chegou aquele momento terrível, a coisa que ele tentou evitar a vida toda e aquilo que nos guiou até aqui. Mas não há outra saída.

Os olhares de afeto entre Joshua Jackson e John Noble são inesquecíveis. Na prisão, na “despedida”. Fiquei tocada ao ver Peter reconhecendo-o como verdadeiro pai. Era ciência, mas também era pura emoção.

Esse clima deveria ter me dado a dica de que algo estranho esperava por Peter, mas eu fiquei completamente abismada quando ele simplesmente... PUFF. Foi tão estranho. Na mesma hora, eu dizia em voz alta: “Ei, vocês não notaram que o Peter sumiu?”.

Sorte que estava completamente solitária, porque conversar com episódio de série era só o que faltava para minha internação, mas Fringe ainda não tinha acabado comigo completamente. Seria muito pouco. Ainda por cima, nosso amado Observador Setembro, conversa com Dezembro, dizendo que Peter cumpriu seu papel e que NUNCA EXISTIU. Como assim, careca?


Imagino que com tenha acontecido a mesma coisa com todo mundo. Eu já estava com mil perguntas na cabeça, teorias pululando e aí o espaço da HD acabou, porque são tantos questionamentos que eu não seria capaz de debater todos por aqui, mas falarei sobre alguns.

Primeiro, alguém me diz como é que Bolívia engravidou de um homem que nunca existiu? Aliás, o pequeno Henry ainda existe depois dessa? Depois, se Peter nunca existiu, nunca foi seqüestrado e nada disso jamais aconteceu. Mais uma: Qual seria a motivação para que nossos Walters e Olivias estivessem naquele mesmo local para salvar dois universos se o grande responsável por tudo nunca esteve ali, só para começar? Como vão fazer para trazer Peter de volta, se é que vão fazê-lo?

Nada disso tem explicação por enquanto e é lógico, vamos ter de esperar até a 4ª temporada para saber mais e quem sabe - sem querer desejar demais - entender essa história.

Outra coisa que está me matando de curiosidade é essa “força-tarefa” entre os dois universos, que NÃO se fundiram. Peter deixa claro que criou uma ponte entre eles usando os buracos de minhoca (ou buracos negros) e que o único local em que os lados A e B se encontram é ali, em Liberty Island. Lembram daquele caso em que edifícios e pessoas de ambos os lados começam a se fundir e causam maciça destruição? Seria inviável unir dois universos iguais, porque eles ficariam truncados. À parte de toda a tensão óbvia com os personagens ( o ambiente ali vai ser muito hostil, só pela linguagem corporal de Bolivia/Olivia e Walternativo/Walter), me intriga saber como seria essa dinâmica espacial, porque os dois universos desembocam ali, mas cada um ainda terá de viver do seu próprio lado.

Voltando a falar de 2026, tivemos uma visão interessante do futuro. Peter (conservado em formol no auge de seus 47 anos) casado com Olivia, confirmando a pista deixada pela aliança no episódio anterior, Ella Dunham agente da Fringe Division, Olívia controlando suas habilidades com maestria, Astrid de peruca medonha ainda sofrendo bullying dos colegas, Broyles senador, Walternativo terrorista e Walter na cadeia, finalmente pagando por seus erros. Elementos demais para comentar, mas sou incapaz de deixá-los de lado.

Vale notar que os atos de Walter tiveram consequências dramáticas para todos. O lado B foi destruído aos poucos, deixando em Walternativo um gosto de vingança ainda mais forte. Não consigo deixar de pensar que ele articulou cada coisa que vimos nesse episódio e que ele sabia exatamente o que aconteceria naquela cena final. Logo no inicio, após o teatro Opera House (reparem que os alvos são sempre os mesmos destruídos no lado B) ser destruído, ele diz para Moreau: “Não vai demorar até que esse mundo se junte ao meu”.

Mais tarde, quando engana Peter com o holograma, ele consegue a confirmação de que seu filho (ressaltando que daria um tiro em Peter, se pudesse, mas vai fazê-lo conhecer sua dor) estaria disposto a fazer tudo diferente. Ao assassinar Olivia, ele destrói Peter, garantindo que Walter abra mão da presença do filho para acabar com sua dor pela perda da esposa, tentando consertar as coisas, do jeitinho que Walternativo previu. (Só uma teoria minha, vale lembrar).

Achei muito bacana aproveitarem Ella no futuro. Ela serviu para lembrar da vaca Gene e seu olhos gentis (Acreditam que fiquei mega emocionada por causa da vaca? Até chorei. Pois é!) e reafirmar que algo de terrível aconteceu a cada ser humano, só porque Walter não pode viver sem Peter.

Fiquei com a impressão de que ela perdeu a mãe, assim como Broyles perdeu um olho e, provavelmente, entes queridos. Deu para perceber a incrível preocupação dos produtores em preencher o futuro com detalhes e explicações, mas o melhor de todos, para mim, é o derrame de Walter.

A interpretação de John Noble foi incrivelmente sutil, mas dava para notar as dificuldades na fala e a paralisia em metade do corpo. Por exemplo, ele abraça Olivia com apenas um dos braços e sua boca aparece meio torta. Ninguém precisou dizer: “Oh, o Walter teve aquele derrame, né?”. Estava ali para construir essa nova realidade e ponto final.

Sobre a morte de Olivia, creio que descobrimos o X-Man, que apavorou muita gente nos últimos tempos, já que muitos acreditavam na morte da personagem. Vocês estavam certos. Ela morreu, mas nada que uma viagem no tempo não resolva, afinal de contas.

Lógico que dentre tantas coisas diferentes eu não deixaria de comentar a abertura em preto e branco. Muitos a definiram como cinza, mas a menção de Yin e Yang no episódio acabou com as minhas dúvidas. A escolha das cores tem a ver com os cientistas que são fisicamente iguais e se odeiam, mas precisam unir forças para salvar dois mundos, porque ninguém mais poderia fazê-lo.

Dentre as palavras novas temos diversos conceitos científicos como Rejuvenescimento Celular, Extração de Pensamentos, Biosuspenção, Criptozoologia, Particionamento Neural, Cérebro Portátil, Maternidade Dupla, Transplante de Clone e alguns particularmente curiosos como Plasticidade Temporal, Estrutura do Caos, Água e Esperança. Os quatro últimos conceitos me parecem extremamente apropriados à temática da série e ao que o próprio ser humano vem trilhando, uma vez que a questão da falta de água potável num futuro próximo já é preocupação.

Uma das referências do episódio está no nome do terrorista, Moreau, que diz respeito ao livro de H.G. Wells, “The Island Of Doctor Moreau”, que trata de temas filosóficos, como a necessidade de assumir responsabilidade pelas coisas que criamos o que faz do homem um homem, a crueldade da natureza humana e os perigos de tentar controlar a natureza.

Outra coisa interessante é um cartaz que aparece próximo ao teatro destruído, com uma propaganda de Rocket Poppeteers, um projeto secreto que envolve os nomes de JJ Abrams e Steven Spielberg.



O Glyph Code da vez é NO MORE (não mais), que está ligado ao desaparecimento de Peter, se é que podemos falar assim de alguém que nunca existiu. Também significa que Fringe chegou ao final da temporada e que vamos ter de esperar para desfazer esses nós por quase 5 meses. Aliás, teve até piadinha sobre isso no episódio. Paralisem a tela na cena em que Olivia e outros agentes estão desmaiados. No asfalto do estacionamento está pintado em letras brancas: Only SEPT. Só em setembro, mesmo.

P.S¹: A todos que estão sempre debatendo Fringe, seja aqui nas reviews, nos comentários dos podcasts, no twitter, obrigada pela companhia. Nada pior do que não ter com quem compartilhar ideias, teorias e maluquices sobre sua série favorita. Sem vocês nunca seria tão divertido.

P.S²: Vale deixar aquele agradecimento para o pessoal que faz as legendas de Fringe em tempo recorde. Poucas séries recebem tanta atenção e tem legendas de tanta qualidade. Valeu aí, equipe United, The Tozz e Valfadinha!

P.S³: Contando os dias e tentando recuperar os neurônios pifados para a 4ª temporada. Até lá!
Comentários
15 Comentários

15 comentários:

JP disse...

Melhor episódio da temporada e com certeza sua melhor review Camis, adorei o episódio tudo ficou bem bem explicado só discordo uma coisa de vc a terceira temporada foi impecável incluindo 3x14 que achei ótimo tb. Até a quarta temporada vai dar tempo do meu cerébro descansar do choque kkk.

Bia disse...

Minha cabeça quase explodiu em 200 mil pedacinhos e assisti 2x o episodio mais perfeito, doido, maravilhoso e sei lá mais quantos adjetivos posso colocar aqui.

Meu esse episodio me lembrou os bons tempos de Lost quando eu ficava totalmente perdida mesmo, mas eu acho que fiquei mais perdida com Fringe, e me revolta ver a burrice desses americanos que estão deixando de ver a melhor série do momento.

Tenho algumas observações a fazer:

1 - o que foi que aconteceu em Detroit entre Petter e Broyles? Que na hora ele mudou de ideia quanto a deixar o Walter sair??
2 - o que aconteceu com o olho do infeliz?

3 - Que porcaria tão terrivel o Walter fez? Será que estão se referindo a só ele ter ido buscar o Peter no lado B? (quando pequeno ou depois??) Eu acho que não, parece coisa mais séria pro mundo inteiro odiá-lo

4 - O que aconteceu lá no World Trade seilá no dia 11-set-2021???

5 - Pra mim ficou claro que a mãe da Ella tá morta, mas como? Possivelmente tem alguma coisa a ver com o que aconteceu em 2021 e aí é que eu acho que tem a ver com o Walter! (Alias, a Ella num era loira?)

6 - Achei legal a utilização do buraco do Central Park! A historia que o Petter conta pro Walter qdo ele foi visitá-lo na prisão (hospicio?) não foi atoa, foi exatamente o que fez o Walter perceber que ele enviaria a máquina para a era paleozóica! maravilhoso!

7 - Repararam onde tava a identificação da Ella quando ela se apresentou no hospital pra ver o Petter?? Espero que o código dela não seja 666 hahaha

8 - Notaram que o vinho na casa da Olivia e do Peter não está numa garrafa e sim num tipo de caixa?? Tava escrito lá Vinho de mesa! E os bifes que o Peter tava fritando sairam de umas latas brancas, que dá pra ver de novo quando ele tira a vódka do congelador.

9 - Qual a explicação praquela parte que todo mundo desmaia, dai só a Olivia acorda e ve o buraco se formando?? mais um momento WTF

10 - O momento paia do episodio pra mim, foi a "morte" da Olivia, como é que o Walternativo passou por todos aqueles outros agentes que vemos no fundo? E como é que a Olivia fod*na, com poderes de telecinese e boa de tiro (herança da Bolivia) não reagiu?? Morreu como uma execussão. Essa parte achei mal contada, e ainda como é que o Walternativo sai dali sem ng ver? Ele tem poderes invisiveis agora??

11 - Adorei o Funeral Viking que deram pra Olivia, lindo, mas porque?? Não eh costume

12 - Adooorei a parte que junta os 2 mundos, as mesinhas do lado A de um lado e as do lado B no outro, tão bunitinha e organizada essa idéia, eles combinaram antes em que lado da sala tinham que montar as mesinhas pra poderem juntar depois! hahaha
A imagem que mostra por traz é muito legal, vc ve os 2 Walters, as 2 Olivias, o Broyles, o carinha do oculos que não lebro o nome, uns cientistas e o Peter la na máquina.

13 - A grande pergunta que não quer calar: Como assim o Petter nunca existiu?? O que foi que aqueles observadores andaram fumando?? kkkk
Se Petter não existiu, fica um monte de coisas sem explicação, e o bebê da Bolivia?? =O

Meu, esse episodio foi fod@ demais, não vou dormir hj (mentira, vo sim), mas minha cabeça tá a mil e esperar até setembro vai ser dificil!


E semana que vem tem a Finale de Vampire Diaries que promete!

João Paulo C F Longo disse...

Não sei bem o que dizer sobre esse episódio de encerramento da temporada. Só sei que não tenho a menor expectativa pro retorno de Fringe.

Preciso de qualquer forma destacar John Noble que ofusca o resto do elenco sem cerimônia. Um dos motivos maiores que me fazem ver a série.

Diego disse...

Vi o episódio com o coração na mão, não sei como estou escrevendo isso agora pq nem cabeça eu tenho mais, como vc disse no twitter, e que final foi aquele eu fiquei paralisado, não sei se vou aguentar até setembro para ver como vc disse o desfazer desses nós..
P.s: E aquela abertura cinza é a mesma desde a primeira temporada mas me arrepiei todo sério mesmo.
P.s2: Também gostei de Ella no futuro.
P.s3: Essa review ótima como sempre se não perfeita, sempre depois de um episódio de uma série que eu gosto ler suas reviews é de lei.

Caio Arruda disse...

1] Peter referiu a reeleição de Broyles e tambem às perdas que ele teve devido ao mundo deles estarem "breaking down", deve ter perdidos entes queridos como disse a incrivel Camis Barbieri

2] Boa pergunta

3] Ele é o responsável pela quebra dos universos, o mundo odeia ele porque ele foi o culpado por destruir o outro universo e ao mesmo tempo sentenciar o deles, o mundo o odeia ainda devido as consequencias desse fato, nao ha ninguem que nao tenha perdido alguem pelo que Walter fez.

4] Foi uma homenagem feita para as pessoas que morreram no 11 de Set. Foi pra elucidar que ele estava no futuro.

5] Ela pode ter morrido em uma das quebras do universo, o que tambem seria culpa de Walter

6] Foi realmente incrivel

7] kkkkkk, vou da uma olhada novamente que n vi

8] tambem reparei isso e tambem os aparelhos celulares, lindos... auehe

9] ?

10] Realmente ficou muito solto

11] chorei muito :B

12] simplesmente perfeito

13] Thats the point, WTF MODE, vamos ter que esperar, se não morrermos antes com tantas duvidas.. kkk


fringe é simplesmente perfeito, pena que a audiencia esteja caindo, nao da pra entender, aaah.

Hil disse...

Bia, a história do "enterro vicking" ficou forçada. A menos que no nosso futuro, a sociedade adote costumes anacrônicos como rituais fúnebres estranhos, assim como o universo vermelho adotou anacronismos como dirigíveis.

O ódio contra Walter se justifica, pois o universo está se fragmentando aos poucos. Tudo por causa de um único homem.

O Walternativo se deslocar por aí sem que ninguém perceba é estranho (afinal, ele tem o rosto do cara mais odiado do mundo), mas a história real de Bins Ladens por aí já demonstra que algo assim é possível.


Para a pessoa que escreveu a resenha, eu digo...

Parabéns! Melhor (e mais apaixonante) resenha de Fringe que já li. Mas tenho uma pergunta para você: de onde tirou essa idéia de chamar os Observadores com nomes de meses? Não vi isso em nenhum episódio!

Os observadores se lembrarem de Peter não é problema. Aparentemente, eles não estão sujeitos aos designios do espaço-tempo. Sua percepção de tempo é não-linear, como o Doutor Manhattan que Alan Moore criou.

Outra questão do paradoxo temporal: a exemplo do que acontece com o relógio em "Em Algum Lugar do Passado", em Fringe as peças são coisas incriadas. Elas sempre existiram, estão presas em um loop temporal eterno.

Elas nunca foram criadas, literalmente surgiram do nada. E nem sofrem com a entropia dos séculos, pois a cada ciclo milhões de anos se passam e elas continuam em perfeito estado.

Nem diga que elas foram criadas, porque não foram. Walter recebeu as peças no presente, e em 2026 mandou de volta para o passado. Lá, percorrem os milênios até o presente, sendo encontradas e usadas por Walter, novamente enviadas para o passado em 2026. Esse ciclo segue ad aeternum, com as peças nunca tendo sido criadas. Elas sempre existiram.

Esse paradoxo é pior do que o famoso "paradoxo do avó", o qual você citou em sua crítica.

Ao contrário do que disse em sua crítica, os buracos de minhoca e buracos negros não são iguais. Os buracos de minhoca tem "as mesmas vantagens de um buraco negro, sem muitos dos seus efeitos negativos", como disse Carl Sagan em "Contato".


Enfim, ótima crítica, ótimo episódio e ótima série. Vejamos a quarta e última temporada (não haverá uma quinta temporada).


PS: a idéia de buracos de minhoca aleatórios aparecendo e destruindo a Terra, é roubada do jogo Half-Life 2.

Anônimo disse...

Incrível!

A cada dia que passa eu vejo que nada nesse mundo supera Fringe, não tenho palavras pra descrever a emoção diante dessa reviravolta louca e da genialidade de toda a equipe de produção e do Sr JJ Abrams que mostra mesmo ter uma mente brilhante e genial!

John Noble fantástico como sempre, esse ator é sensacional, sua figura vai relembrar pra sempre o Walter. Nesses ultimos eps ele nos leva ao riso, passa pela raiva e termina no choro! sdahuusda

Mais um review maravilhoso Camis, digno de um ep também maravilhoso! Seus reviews me servem como um "farol" pois ao acabar de ver Fringe eu fico tão perdido em teorias e "porques" que quando leio seu review parece que tudo fica mais tranquilo e consigo pensar com mais calma.

Sobre a história eu concordo onde vc diz que estava com receio de "o amor ser a salvação de tudo e bla bla bla" e confesso que tinha muito medo do sr JJ Abrams fazer isso mesmo, até porque me lembro muito bem de Lost onde o final não foi digno de toda a trama/história e varias pessoas (me incluo nisso) ficaram com uma p*ta raiva daquele final que não fechava os pontos na história. Mas felizmente vejo que esse não será o caminho.
Acredito que essa quarta temporada possa ate ser de um apelo mais sentimental no geral e pensando hoje um final estaria desenhado, mesmo pelo lado sentimental, e eu até não ligaria muito já que o lado da mitologia da série foi muito bem encaminhado durante essa 3a temporada!

Por fim faltam os porques né? Eu não sei vocês mas eu me apeguei muito a todos os personagens, e se o Bell ja fazia falta, Peter fará ainda mais, não teria como encerrar ou dar continuidade a história sem antes esclarecer o que Peter é, o porque do filho dele com a Bolivia, enfim todos os "pontos soltos".

Mas estou bem tranquilo, tenho ótimas expectativas para a 4a temporada e como sempre o que numa primeira vista parece simples, em Fringe não é, por isso creio que será tão boa ou melhor do que essa temporada.

O ruim será chegar até setembro, puts, falta muito tempo! :(

E VIVA FRINGE!!

Setembro poderia ser amanha!

Vlw Camis brigadão pelo ótimo review, brigadão UnitedTeam por legendar de forma tão rápida e tão perfeita! []s

Ana disse...

Ainda não consegui decidir se gostei ou não de tudo que aconteceu. E olha que eu assisti o episódio 3 vezes.
Fora todas as perguntas que a Camis levantou, eu fiquei com outra na minha cabeca. Se o Walter, a Astrid, a Ella, etc, são as primeiras pessoas, e ele fizeram tudo do futuro. Como é que o Sam sabe de tudo aquilo?

PS: morri de chorar com a Gene e seus olhos gentis.

Junno_ disse...

Eu poderia dizer tanta coisa, poderia especular, concordar, discordar... criar mil teorias... fico impressionado com a quantidade, e com o nível de viagem dos comentários aqui e no série maníacos, mas diante desse episódio, e da expectativa pela 4ª temporada, eu simplesmente não consigo. Estou absolutamente em WTF MODE, por tempo indeterminado.
bjs @junno_

então me contento a parabenizá-la mais uma vez..pelas reviews tão apaixonadas e apaixonantes por fringe...

starbuck disse...

Sobre 6B (que foi citado no seu review)

Esse é um dos meus episódios preferidos da temporada e a partir dele tem-se a solidificação de algumas teorias que são fundamentais para os episódios posteriores, especialmente no que tange ao entrelaçamento quântico e a exponencialização da percepção dando a determinados espaços um maior potencial para permitir determinadas intersecções.

Por mais que alguns achem que sentimentos como amor, raiva ou ira sejam tão contrários ao universo scifi, diria que as histórias de ficção científica mais críveis são justamente aquelas que colocam o extraordinário em meio a situações humanas e factíveis...

Como diria o amigo do Walter, o cientista Arthur C. Clarke, “qualquer tecnologia suficientemente avançada não difere muito da magia”.

Sobre o final da temporada....

Considero a terceira temporada espetacular e a partir dela Fringe solidificou uma identidade no universo scifi. E The Day We Died fechou essa jornada de maneira brilhante.

Sobre seus questionamentos...
“Primeiro, alguém me diz como é que Bolívia engravidou de um homem que nunca existiu? Aliás, o pequeno Henry ainda existe depois dessa?”

- Se não há Peter, não há Henry (Wyman já até falou sobre isso no tt)

“Depois, se Peter nunca existiu, nunca foi seqüestrado e nada disso jamais aconteceu. Mais uma: Qual seria a motivação para que nossos Walters e Olivias estivessem naquele mesmo local para salvar dois universos se o grande responsável por tudo nunca esteve ali, só para começar? Como vão fazer para trazer Peter de volta, se é que vão fazê-lo?”

Os experimentos com cortexiphan e o encontro do Walter com a Olivia aconteceu antes do Walter pensar em atravessar os mundos para salvar o Peter overthere....

Isso já era uma ambição dele e do William Bell.... .Eles achavam que tal viagem era possível (multidimensional), logo as crianças foram preparadas para atender a duas vertentes: conseguir atravessar de uma forma menos devastadora para os mundos e servirem como um exército caso outros cientistas estivessem pensando a mesma coisa e algum embate surgisse.

starbuck disse...

Sobre 6B (que foi citado no seu review)

Esse é um dos meus episódios preferidos da temporada e a partir dele tem-se a solidificação de algumas teorias que são fundamentais para os episódios posteriores, especialmente no que tange ao entrelaçamento quântico e a exponencialização da percepção dando a determinados espaços um maior potencial para permitir determinadas intersecções.

Por mais que alguns achem que sentimentos como amor, raiva ou ira sejam tão contrários ao universo scifi, diria que as histórias de ficção científica mais críveis são justamente aquelas que colocam o extraordinário em meio a situações humanas e factíveis...

Como diria o amigo do Walter, o cientista Arthur C. Clarke, “qualquer tecnologia suficientemente avançada não difere muito da magia”.

Sobre o final da temporada....

Considero a terceira temporada espetacular e a partir dela Fringe solidificou uma identidade no universo scifi. E The Day We Died fechou essa jornada de maneira brilhante.

Sobre seus questionamentos...
“Primeiro, alguém me diz como é que Bolívia engravidou de um homem que nunca existiu? Aliás, o pequeno Henry ainda existe depois dessa?”

- Se não há Peter, não há Henry (Wyman já até falou sobre isso no tt)

“Depois, se Peter nunca existiu, nunca foi seqüestrado e nada disso jamais aconteceu. Mais uma: Qual seria a motivação para que nossos Walters e Olivias estivessem naquele mesmo local para salvar dois universos se o grande responsável por tudo nunca esteve ali, só para começar? Como vão fazer para trazer Peter de volta, se é que vão fazê-lo?”

Os experimentos com cortexiphan e o encontro do Walter com a Olivia aconteceu antes do Walter pensar em atravessar os mundos para salvar o Peter overthere....

Isso já era uma ambição dele e do William Bell.... .Eles achavam que tal viagem era possível (multidimensional), logo as crianças foram preparadas para atender a duas vertentes: conseguir atravessar de uma forma menos devastadora para os mundos e servirem como um exército caso outros cientistas estivessem pensando a mesma coisa e algum embate surgisse.

Anonymous disse...

Incrível!

A cada dia que passa eu vejo que nada nesse mundo supera Fringe, não tenho palavras pra descrever a emoção diante dessa reviravolta louca e da genialidade de toda a equipe de produção e do Sr JJ Abrams que mostra mesmo ter uma mente brilhante e genial!

John Noble fantástico como sempre, esse ator é sensacional, sua figura vai relembrar pra sempre o Walter. Nesses ultimos eps ele nos leva ao riso, passa pela raiva e termina no choro! sdahuusda

Mais um review maravilhoso Camis, digno de um ep também maravilhoso! Seus reviews me servem como um "farol" pois ao acabar de ver Fringe eu fico tão perdido em teorias e "porques" que quando leio seu review parece que tudo fica mais tranquilo e consigo pensar com mais calma.

Sobre a história eu concordo onde vc diz que estava com receio de "o amor ser a salvação de tudo e bla bla bla" e confesso que tinha muito medo do sr JJ Abrams fazer isso mesmo, até porque me lembro muito bem de Lost onde o final não foi digno de toda a trama/história e varias pessoas (me incluo nisso) ficaram com uma p*ta raiva daquele final que não fechava os pontos na história. Mas felizmente vejo que esse não será o caminho.
Acredito que essa quarta temporada possa ate ser de um apelo mais sentimental no geral e pensando hoje um final estaria desenhado, mesmo pelo lado sentimental, e eu até não ligaria muito já que o lado da mitologia da série foi muito bem encaminhado durante essa 3a temporada!

Por fim faltam os porques né? Eu não sei vocês mas eu me apeguei muito a todos os personagens, e se o Bell ja fazia falta, Peter fará ainda mais, não teria como encerrar ou dar continuidade a história sem antes esclarecer o que Peter é, o porque do filho dele com a Bolivia, enfim todos os "pontos soltos".

Mas estou bem tranquilo, tenho ótimas expectativas para a 4a temporada e como sempre o que numa primeira vista parece simples, em Fringe não é, por isso creio que será tão boa ou melhor do que essa temporada.

O ruim será chegar até setembro, puts, falta muito tempo! :(

E VIVA FRINGE!!

Setembro poderia ser amanha!

Vlw Camis brigadão pelo ótimo review, brigadão UnitedTeam por legendar de forma tão rápida e tão perfeita! []s

Caio Arruda disse...

1] Peter referiu a reeleição de Broyles e tambem às perdas que ele teve devido ao mundo deles estarem "breaking down", deve ter perdidos entes queridos como disse a incrivel Camis Barbieri

2] Boa pergunta

3] Ele é o responsável pela quebra dos universos, o mundo odeia ele porque ele foi o culpado por destruir o outro universo e ao mesmo tempo sentenciar o deles, o mundo o odeia ainda devido as consequencias desse fato, nao ha ninguem que nao tenha perdido alguem pelo que Walter fez.

4] Foi uma homenagem feita para as pessoas que morreram no 11 de Set. Foi pra elucidar que ele estava no futuro.

5] Ela pode ter morrido em uma das quebras do universo, o que tambem seria culpa de Walter

6] Foi realmente incrivel

7] kkkkkk, vou da uma olhada novamente que n vi

8] tambem reparei isso e tambem os aparelhos celulares, lindos... auehe

9] ?

10] Realmente ficou muito solto

11] chorei muito :B

12] simplesmente perfeito

13] Thats the point, WTF MODE, vamos ter que esperar, se não morrermos antes com tantas duvidas.. kkk


fringe é simplesmente perfeito, pena que a audiencia esteja caindo, nao da pra entender, aaah.

Bia disse...

Minha cabeça quase explodiu em 200 mil pedacinhos e assisti 2x o episodio mais perfeito, doido, maravilhoso e sei lá mais quantos adjetivos posso colocar aqui.

Meu esse episodio me lembrou os bons tempos de Lost quando eu ficava totalmente perdida mesmo, mas eu acho que fiquei mais perdida com Fringe, e me revolta ver a burrice desses americanos que estão deixando de ver a melhor série do momento.

Tenho algumas observações a fazer:

1 - o que foi que aconteceu em Detroit entre Petter e Broyles? Que na hora ele mudou de ideia quanto a deixar o Walter sair??
2 - o que aconteceu com o olho do infeliz?

3 - Que porcaria tão terrivel o Walter fez? Será que estão se referindo a só ele ter ido buscar o Peter no lado B? (quando pequeno ou depois??) Eu acho que não, parece coisa mais séria pro mundo inteiro odiá-lo

4 - O que aconteceu lá no World Trade seilá no dia 11-set-2021???

5 - Pra mim ficou claro que a mãe da Ella tá morta, mas como? Possivelmente tem alguma coisa a ver com o que aconteceu em 2021 e aí é que eu acho que tem a ver com o Walter! (Alias, a Ella num era loira?)

6 - Achei legal a utilização do buraco do Central Park! A historia que o Petter conta pro Walter qdo ele foi visitá-lo na prisão (hospicio?) não foi atoa, foi exatamente o que fez o Walter perceber que ele enviaria a máquina para a era paleozóica! maravilhoso!

7 - Repararam onde tava a identificação da Ella quando ela se apresentou no hospital pra ver o Petter?? Espero que o código dela não seja 666 hahaha

8 - Notaram que o vinho na casa da Olivia e do Peter não está numa garrafa e sim num tipo de caixa?? Tava escrito lá Vinho de mesa! E os bifes que o Peter tava fritando sairam de umas latas brancas, que dá pra ver de novo quando ele tira a vódka do congelador.

9 - Qual a explicação praquela parte que todo mundo desmaia, dai só a Olivia acorda e ve o buraco se formando?? mais um momento WTF

10 - O momento paia do episodio pra mim, foi a "morte" da Olivia, como é que o Walternativo passou por todos aqueles outros agentes que vemos no fundo? E como é que a Olivia fod*na, com poderes de telecinese e boa de tiro (herança da Bolivia) não reagiu?? Morreu como uma execussão. Essa parte achei mal contada, e ainda como é que o Walternativo sai dali sem ng ver? Ele tem poderes invisiveis agora??

11 - Adorei o Funeral Viking que deram pra Olivia, lindo, mas porque?? Não eh costume

12 - Adooorei a parte que junta os 2 mundos, as mesinhas do lado A de um lado e as do lado B no outro, tão bunitinha e organizada essa idéia, eles combinaram antes em que lado da sala tinham que montar as mesinhas pra poderem juntar depois! hahaha
A imagem que mostra por traz é muito legal, vc ve os 2 Walters, as 2 Olivias, o Broyles, o carinha do oculos que não lebro o nome, uns cientistas e o Peter la na máquina.

13 - A grande pergunta que não quer calar: Como assim o Petter nunca existiu?? O que foi que aqueles observadores andaram fumando?? kkkk
Se Petter não existiu, fica um monte de coisas sem explicação, e o bebê da Bolivia?? =O

Meu, esse episodio foi fod@ demais, não vou dormir hj (mentira, vo sim), mas minha cabeça tá a mil e esperar até setembro vai ser dificil!


E semana que vem tem a Finale de Vampire Diaries que promete!

Vanessa disse...

comecei a assistir há pouco tempo, já estou na 5a temporada e, além de estar amando a série, continuo BOIANDO!!!! não, tô de brincadeira mas, é para complicar mesmo viu!?