quinta-feira, 18 de novembro de 2010

The Big C 1x13 (Season Finale): Taking The Plunge


Emoção mesmo, só no final.

Chegamos à tão esperada Season Finale de The Big C, uma das produções mais despretensiosas do ano, mas que deu super certo, por apostar em roteiro de qualidade e elenco de primeira linha. Foi uma temporada muito estável. A série começou bem e soube manter o nível dos episódios e sou incapaz de apontar uma semana ruim ou medíocre. Tudo isso, se deve muito à atuação brilhante de Laura Linney que dá vida à Cathy e nos encantou com cada uma de suas pequenas (e grandes) loucuras. Também preciso elogiar o trabalho de Phyllis Somerville, que interpretou Marlene. A personagem era um dos pontos altos do seriado e vai deixar saudades, com certeza. Claro que não quero diminuir o talento dos demais. Como eu já disse, The Big C apostou forte em seu elenco e nenhum deles deixa desejar.

Talvez por eu nunca cansar em enumerar as qualidades da série, eu esperava mais desse episódio de conclusão. Provavelmente eu fui vítima do “monstro da expectativa”, mas não é culpa minha. Depois do que vimos na semana passada, eu estava preparada para um turbilhão de emoções e acontecimentos, mas só encontrei uma continuidade morna.

Não quero dizer que foi ruim. Eu, de fato, gostei do que vi, só esperava um pouco mais do que tivemos. Uma das partes de destaque está no velório de Marlene. Ela simplesmente não precisou estar em cena para eu sentir sua presença, porque quem, além dela, faria um funeral decorado com balões coloridos, animado por uma banda, com boca livre no Buffet e umas raspadinhas da sorte, distribuindo dinheiro aos presentes? Marlene não pôde escolher como viver, mas certamente soube fazer uma saída triunfal desse mundo.

Toda essa situação reflete em Cathy de alguma forma. A aproximação com a vizinha lhe deu uma nova visão e agora, ela escolheu lutar. Cathy passou por muitos altos e baixos. Experimentou, acima de tudo e agora que mais é viver. A reação escrota das filhas de Marlene tem muito a ver com isso. Não é à toa que Cathy herdou a casa da nova amiga, porque ela sabia que se dependesse das próprias filhas, seria esquecida, encaixotada e jogada no lixo.

Depois, toda essa história da casa veio a calhar porque Sean vai ser papai. Provavelmente veremos muitas situações bizarras entre ele e Rebecca, tentando encontrar um modo de educar essa criança entre o capitalismo e desprendimento material. Mas de toda essa história, o que mais me deixou feliz foi ver que Sean TOMOU UM BANHO! Ele precisava muito, mas ainda está meio encardido.

Quanto à Cathy e sua família, chegamos àquele momento em que o segredo não existe mais. Paul sabe de tudo e continua sendo um ótimo companheiro para ela, mas Adam... Até o final esse menino me irritou. Por mais que um adolescente seja alheio a certas coisas e tenha a tendência de só olhara para o próprio umbigo, ele parecia nem ligar para a morte de Marlene e para a doença da mãe. No lugar dele, eu ficaria pirada, pensando que Marlene tinha cometido suicídio por minha causa ou algo assim. É o tipo de raciocínio que parece loucura e pouco racional, mas é inevitável. Qualquer um teria.

Adam, que não liga para nada do que está acontecendo desde que possa comprar pipoca no cinema, aprende do modo mais difícil. Confesso que já comecei a chora quando ele encontrou a chave na bolsa de Cathy e aí, não parei mais. Eu sabia o que estava por vir e eu sei que o lance da garagem com os presentes e cartões não é nada original - eu mesma já vi antes em pelo menos dois filmes sobre câncer - mas é aquela velha história do clichê que funciona. Ver Adam caindo na real, compreendendo pela primeira vez o significado do que está acontecendo não teve preço. Foi um lindo clichê e eu me emocionei bastante. A cena toda me deixou a sensação de ver cumprido, como se tudo o que eu senti falta nos minutos anteriores fosse compensado de forma exemplar.

Agora, vem a parte mais difícil: esperar. Cathy começou seu tratamento, mas só saberemos o que acontece no ano que vem. Vai ser um longo período até lá e sentirei saudade dos meus 20 minutinhos com The Big C, mas podem ter certeza, nos encontramos novamente na próxima temporada.
Comentários
2 Comentários

2 comentários:

Mari Bisonti disse...

Achei um episódio lindo.! Estou batendo na mesma tecla, mas é incrível a capacidade que The Big C tem de trazer tantas emoções diferentes em apenas 20 minutos e com tanta simplicidade e qualidade. Espero que seja reconhecida pelo menos com indicações.

Sobre o que esperar da próxima temporada:
http://www.youtube.com/watch?v=AfzQOyUWVPs

Lu VC disse...

O q foi o funeral da Marlene? Msm sem aparecer ela se fez presente e mostrou q é possível organizar seu próprio funeral e entreter todos os convidados. Onde eu consigo o tel de uma banda de polca?Demais!
Gostei mto da trama nova do Sean. Ainda mais agora q ele é adepto do banho!Palmas para Cyntia Nixon q além de ganhar um baby deve virar fixa na 2a temporada.
O final do episódio foi lindo e, como muitos disseram, até poderia ser o final da série. Mas ainda bem q não foi. Nossa chorei demais com toda a cena final. Realmente emocionante.
Serie despretensiosa msm, q as poucos me conquistou e q com ctz é uma das melhores coisas do ano. Sem contar a Laura Linney que mostrou q ser boa atriz não é pra qq um.

bjoss