segunda-feira, 23 de agosto de 2010

No Ordinary Family 1x01: Pilot


Hora de me redimir em público por todos os comentários maldosos sobre No Ordinary Family. O Piloto é ótimo e a série promete.

Meses atrás, quando assisti aos vídeos promocionais da Fall Season, eu estava certa de que No Ordinary Family, nova série da ABC, seria um grande motivo de piadas prontas. Parem e pensem no mote principal: Família americana com problemas de relacionamento viaja para o Brasil, sofre uma queda de avião e descobre que a água do rio onde caíram lhe deu poderes extraordinários.

Essa trama me parece boa para uma animação e quem lembrar de Os Incríveis não vai estar completamente enganado. Mas eis que, à parte da água luminosa, ou melhor, com partículas luminescentes, e da ideia tosca dessa remota possibilidade, tive uma grata surpresa.

Aliás, é preciso dizer que depois de ver o episódio todo, até mesmo isso fica de lado. A narrativa é interessante, o roteiro tem bom humor e o elenco é muito bom. Ou seja, no final das contas, temos aqui uma receita de sucesso e que traz as melhores expectativas para o andamento da produção.

Então, é hora de falar desses poderes maravilhosos, que na verdade são até um clichê. Jim Powell (Michael Chiklis) é o chefe de família frustrado, que trabalha na polícia fazendo retratos falados de bandidos, mas nunca viu a ação de verdade. De repente, durante um ataque à delegacia, ele percebe que pode pegar balas de revólver com a mão e sua vida muda completamente. Vê-lo testar suas habilidades com bolas de baseball, tiros e pulando prédios para ver se também consegue voar é, sem dúvida, uma das melhores coisas desse Piloto. Aliás, a dobradinha com George (Romany Malco) é cheia de humor. Esse melhor amigo é do tipo que te manda pular do precipício e o pior, Jim o faz, sem pensar duas vezes. Os dois vão formar uma espécie de patrulha, para salvar as vítimas de crimes em segredo. Isso se Jim conseguir controlar a destruição de prédios e crateras deixadas no solo por seus pulinhos matreiros.

A esposa, Stephanie (Julie Benz), um cientista renomada, descobre que ganhou velocidade e agora não terá mais problemas para encarar a vida dupla como mãe e profissional. A filha mais velha do casal, Daphne (Kay Panabaker), é uma adolescente mala, que passa o dia na SMS, mas ganha o poder de ler pensamentos. É assim que ela descobre que a melhor amiga está dormindo com seu namorado. Finalmente, temos JJ (Jimmy Bennett), que sofre com as notas e distúrbios de aprendizagem. Para ele, o presente é uma incrível habilidade matemática e de raciocínio, que vai colocá-lo entre os gênios num piscar de olhos.

É interessante notar que todos esses poderes estão ligados a alguma frustração dos personagens e é como se a água ou as partículas luminosas contidas nela tivesse concertado os problemas e potencializado a solução.

Mais bacana ainda é saber, logo de cara, que os Powell não são os únicos “with powers”. Jim enfrenta um ladrão que tem o poder de fugir e se desmaterializar, o que nos deixa mais curiosos para saber, afinal, qual o grande mistério por trás de tudo isso e como essa família que saiu do lugar comum será capaz de lidar com essa nova situação e utilizá-la para o bem.

Comentários
10 Comentários

10 comentários:

Lucas disse...

Eu estou super animado com a série, ainda não consegui conferir esse pilot que vazou, mas como só estréia no mês que vem ainda dá tempo sossegado! mas tipo, eu nem cheguei a ver muitos vídeos, na verdade foi apenas um e já me interessei, embota também fiquei com uma pequena idéia de que seria uma série beem sem sentido, mesmo assim a curiosidade tá grande e espero também gostar!

@lucas_santtos

licaro disse...

E desde quando vi o video promocional/trailer meses atras eu comentei "pior é que corre o risco de ser bom"...mas não vi o piloto ainda..

diogp disse...

Camis, estou realmente surpreso com essa review. Pode ser que eu resolva assistir o primeiro episódio.

Anônimo disse...

vc sabe quantos minutos tem um episodio dessa serie? 40 ou 20? Obrigado desde ja

Camis Barbieri disse...

Anônimo aí de cima, a série tem 40 minutos.

@ZePicelli disse...

Eu não dava NADA pra essa série. Mas ABSOLUTAMENTE NADA mesmo. Ok, continuo não achando que ela vai passar de uma temporada, mas poxa, ela é tão redondinha que é impossível de odiar.
A premissa é bobinha, as tramas são bobinhas mas entretem. Me lembrou aqueles filmes de sessão da tarde do SBT (qual é o nome do quadro mesmo? Sessão Pipoca?) de filmes infantis que a gente não cansava de assistir na infância.
O que mais me chamou a atenção foi a química da família. Principalmente a "Rita", que não estava nem um pouco irritante.
Queira muuuuito que a Autumn Reeser aparecesse mais. (Ok, sou suspeito a falar já que me apaixonei pela moça em Entourage, onde ela está incrível!)

Eu acho que não vou acompanhar, mas vou torcer pra série ter apenas 13 episódios para eu poder ver durante as férias =]

Quem me dera ter um dia de 72h como o seu pra poder ver tudo isso =/

Tatty disse...

Eu quero ver, eu quero ver eu quero ver!!!!!

Mafi disse...

Boa crítica, outra que vi noutro site não era tão optimista com a série. Eu so depois de ler algumas criticas dos 1ºs episodios e que verei se vou acompanhar ou nao ;)

Diogo disse...

Nossa Camis, sério?! Hum... quem sabe eu até não dou uma chance. Acho que vou esperar pelo menos uns 4 episódios. A verdade é que isso ainda me parece uma grande piada, sério.

Carol Fonseca disse...

Camis, obrigada por mandar o link. Assisti hoje e gostei muito.. =D
Eu sou viciada em seriados e meu namorado sempre reclama que não assisti comigo, porque eu só assisto seriado ruim. Nesse dai ele vai me fazer compania.