terça-feira, 9 de março de 2010

Parenthood 1x01: Pilot


Se eu pudesse (e posso) escolher uma palavra para descrever esse piloto de Parenthood seria “chato”. Tão chato que nem mesmo Lauren Graham (que eu amo por Gilmore Girls) e Peter Krause (que eu amo por Six Feet Under) conseguiram me dobrar e convencer a ver um episódio a mais, que seja. Se bem que, em se tratando de mim, é difícil saber e talvez (só talvez) eu espie um pouco do que vem por aí. Minha opinião pode até mudar, mas até agora, o novo drama familiar da NBC simplesmente não convence.

Para começar, é impossível não fazer uma comparação com outra série de mesmo mote, como ‘Brothers and Sisters’, que até parece que sofreu plágio de Parenthood. Digo isso, não no sentido de tramas exatamente iguais, mas a premissa da família gigantesca - nesse caso, os Braverman - que não se entende, mas acaba se entendendo e resolvendo tudo em grandes jantares e reuniões com direito a algum barraco para animar.

Para variar um pouquinho, o patriarca Zeek Braverman (Craig T. Nelson) é quem comanda a bagunça e quem vive atormentando filhos e netos a enxergar a vida como uma guerra. A esposa, Camille (Bonnie Bedelia) só apareceu mesmo para dar um olá e nada mais.

Os grandes destaques são Adam (Peter Krause) e Sarah (Lauren Graham), os irmãos mais velhos que tem a vida entrando em polvorosa. Ele acaba de descobrir que Max, o filho mais novo tem a síndrome de Asperger e pode ser autista. Cá entre nós, odeio série que já começa com uma doença e ainda mais se escolhem um menino com cara de doente, como fizeram.

Sarah, por sua vez, lida com os filhos adolescentes rebeldes e com a recente mudança para a casa dos pais, onde pretende recomeçar a vida.

Os outros dois irmãos são Crosby (Dax Shepard) - que tem medo de compromisso e não quer filhos, mas acaba descobrindo que a cegonha já fez uma visita e entregou Jabbar - e Julia (Erika Christensen) uma advogada de sucesso que sofre com a rejeição da única filha, que tem um favoritismo pelo pai.

Entre crianças, adolescentes, irmãos, cunhados, pais, primos e avós a história de Parenthood não deixa muito claro qual seu objetivo inicial e muito menos os caminhos que a série deve tomar, tirando o óbvio. Pelo que se pode notar, veremos Adam e a esposa lutarem pelo filho, Sarah, que foi chamada de feia (e Lauren Graham não convence ninguém de que se acha feia e tem baixa auto-estima) entrar numa busca pelo amor e pela confiança dos filhos. Crosby terá muitos problemas com a namorada, obcecada em ter filhos, quando ela souber que ele já é pai e Julia é tão besta que sinceramente, nem quero pensar sobre ela.

O que fica claro, depois de tudo isso é que, sejam irmãos e irmãs, sejam pais e filhos, série familiar, no final das contas é tudo a mesma coisa, então, se você gosta do estilo, escolha seu clã favorito e vá em frente.
Comentários
4 Comentários

4 comentários:

Matheus Leone disse...

O Peter Krause precisa tomar Biotônico para as perninhas de sabiá.

Dan Artimos disse...

vi o piloto e tbm não me animei muito... nem vou postar nada no blog :( queria mais da Lauren Graham...

de família problemática já tenho Brothers and Sisters e agora Life UneXpected

Gilberto disse...

Ah!
Até que achei o episódio legalzinho...

Não é assim a melhor coisa do mundo, mas deu pra curtir...

Meu review tá lá no http://ecleticamentecontraditorio.blogspot.com/2010/03/parenthood-01x01-pilot.html

Até!

Diogo disse...

Não agradei de Parenthood também, achei muito fraquinho, assim como não gostei de Brothers and Sisters, não gostei dessa série.