quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Friday Night Lights 1x01: Pilot



Há muito tempo escuto dos amigos e de outros viciados em séries que é um absurdo eu – fã confessa de produções voltadas ao público teen – nunca ter visto Friday Night Lights, da NBC. Justamente por ver diversas outras séries do gênero, eu tinha vontade, mas ia deixando para depois.


Aproveitando o Hiatus americano e adiantando meu calendário, conferi o episódio piloto que é, como eu esperava, muito bom. A intenção dos produtores foi, sem dúvida situar o telespectador e deixar evidente o clima que envolve a cidade de Dillon, no Texas, nas vésperas dos jogos de futebol americano.

A coisa é mesmo levada a sério. Famílias, autoridades, imprensa. Todos criando a maior expectativa e toda a pressão possível em cima do treinador Eric Taylor (Kyle Chandler) e seus jogadores do Panthers.

O treinador é novo no pedaço e é a primeira vez que vai comandar um time sozinho. Vencer, nesse momento, é o fator que vai decidir seu futuro e representa mais que uma vontade, mas sim, uma necessidade.

No time, temos algumas daquelas figuras clássicas e até mesmo clichês. Temos o quarterback Jason Street (Scott Porter), que faz aquele estilo bom moço. Além de ser o melhor do time, é considerado o melhor do país em sua posição, mas o sonho de jogar profissionalmente e ser feliz com a namoradinha de colégio vai por água abaixo quando, no tão esperado jogo, ele sofre um acidente e tem danos na espinha.

Acho que é nesse tipo de coisa que mora meu receio esportivo. Pessoalmente, não gosto de me machucar e a possibilidade de algo assim, além da preguiça imensa e total falta de coordenação motora, sempre me afastaram desses esportes coletivos.

O ferimento de Jason, porém, faz com que seu reserva, Matt Saracen (Zach Gilford) tenha a oportunidade de mostrar a que veio. Tudo começa meio atrapalhado e parece que os minutos finais do jogo vão confirmar a derrota dos Panthers, mas a virada de Matt é impressionante. Depois da breve conversa com o treinador ele é capaz de guiar o time à vitória.

Temos ainda os tipos babacas como Brian Willians (Gaius Charles), mais conhecido como Smash, que jura que um dia vai juntar marcas como Pepsi e Coca Cola numa mesma publicidade, comandada por ele.Tão egocêntrico que não sei como o resto dos personagens cabe no mesmo episódio em que ele. E temos ainda o tipinho bêbado e rebelde, Tim Riggins (Taylor Kitsch), outro que tem o rei na barriga e, provavelmente, muitos problemas familiares.

Na ala feminina, além da esposa de Taylor, Tami (Connie Britton), sempre atrás das escolhas profissionais do marido e Julie (Aimee Teegarden), a filha que faz mais o tipo estudiosa. Isso sem falar nas cheerleaders e nas especialistas em dormir com todo o time de futebol, só para ter uma boa história para contar para os netos.

Minhas impressões iniciais de FNL são de que a série não pretende apenas mostrar a paixão dos americanos pelo esporte. Parece-me que o roteiro vai além disso e deve embarcar numa viagem pelas personalidades, dramas e romances entre os personagens.

Se você, assim como eu, não sabe patavinas de futebol americano e fica perdido nos touchdowns, fique tranqüilo. Sinceramente, entender como o jogo funciona é o menos importante e, quem sabe, Friday Night Lights possa contribuir em nossa educação, nesse quesito. Nunca é tarde para tentar.
Comentários
3 Comentários

3 comentários:

Solimar disse...

Olá Camis... Como é bom saber que você se rendeu aos encantos de FNL. Ver sua review sobre o piloto me bateu uma saudade, deu até vontade de assistir tudo novamente.

Esse é, de longe, o melhor drama teen da atualidade. Na verdade nem sei se consigo ver a série como teen, pq de teen mesmo só tem os atores, já que a série em si vai bem além disso.

Um ótimo roteiro, um elenco afiado e muita emoção é o que resume FNL. Bom, eu não entendo por** nenhuma de futebol americano, mas depois de tantos episódios nem me sinto perdido ao assistir um jogo em FNL.

Espero que curta tbm os próximos episódios. Aprecie SEM moderação!

Guilherme Peres disse...

Eu também não entendia NADA de futebol americano antes de começar a assistir. Mas a série até que ensina bem, porque esse ano eu assisti ao Super Bowl empolgadão, entendendo tudo ahahha

A série dá algumas derrapadas na segunda temporada, mas o que importa é que hoje ela já tá de volta com o nível de qualidade dessa primeira. Aproveita bem, porque ainda tem muito episódio foda pra assistir! :)

Mayara disse...

Olha, que bom que você cedeu aos encantos de FNL.
Comecei a assistir meio que sem querer e acabei me apaixonando. Atualmente é minha série favorita.
O elenco, a atuação, a trilha sonora, as paisagens, a produção e o maravilhoso roteiro são simplesmente impecáveis. Até hoje não encontrei uma série tão boa quanto essa.