Apesar de Mini ser uma personagem absolutamente óbvia, Skins continua bem.
Linda, vaidosa, popular... Mini é tudo isso e mesmo assim não é feliz. Você pode até achar que ela não é um estereótipo, já que sua verdadeira personalidade é tão diferente de sua aparência, mas a verdade é Mini é apenas um clichê.
Não que isso prejudique muito o andamento da temporada de Skins, que vai de vento em popa e muito diferente da idiotice da geração passada, mas eu não poderia deixar de comentar a verdade sobre o episódio, que não foi tão interessante quanto seus predecessores.
O problema está justamente na personalidade Mini, que era o foco central, mas perdeu o brilho para Liv e as safadezas do namorado. Depois de ver que o clima entre eles esquentou, Mini não fez mais diferença. Eu apenas queria saber se Liv faria o que fez, mesmo se declarando fiel à melhor amiga.
Grace mais uma vez rouba a cena. Em poucos segundos toda a atenção do telespectador se volta para ela e suas atitudes inesperadas.
Mini revelou ser uma dessas garotas fúteis e medrosas, sem personalidade forte, sem pulso e que precisam ter um namoradão que a defina como pessoa. Ela é exatamente isso. A sombra de um cara. Nada mais.
O breve paralelo traçado entre ela e a mãe mostra que Mini está se tornando exatamente aquilo que combate. Sua percepção de mundo está alterada, assim como sua percepção de si mesma.
Outra coisa óbvia foi a aproximação de Franky. Não sei se gosto que Skins apele para uma trama tão desgastada como essa afinal, quem ainda não viu a vítima virar amiga do agressor, só porque, no fundo, eles são exatamente iguais? Mini destruiu Franky sem piedade, mas ela só o fez por já estar destruída.