domingo, 11 de agosto de 2013

Skins 7x05/06 (Series Finale): Rise (Parts 1 and 2)

 
 Cook-o.
Sete temporadas e três gerações depois, ficamos diante da despedida de Skins. A série que mudou padrões e introduziu novidades narrativas para um gênero onde os clichês predominam há anos, certamente deixa sua marca na história da TV. Considerando seus altos e baixos, Skins se consagra como uma das poucas produções que cumpriu seu papel e conseguiu manter a maioria dos fãs interessados até o final. Para os que viram, os que pretendem ver e para os que jamais chegarão perto de um episódio de Skins, é preciso dizer que essa é, sem sombra de dúvidas, uma série adolescente que transcendeu muitos limites e que, ao contrário do que outras por aí sempre prometeram, se transformou num verdadeiro conto de horror para muitos pais.
Além de sempre trazer uma trilha sonora marcante, Skins mostrou de perto personalidades mágicas e cruéis, usando de extremos, muitas vezes, para colocar os holofotes sobre questões atuais. As drogas, as bebedeiras, a sexualidade, a relação entre pais, amigos, professores... Dá para afirmar que Skins, em todas as suas temporadas, foi capaz de capturar a essência de muitos jovens. Houve, é claro, alguns deslizes, mas no geral, a série se despede de nós com um quadro positivo. É fácil não gostar de um ou outro personagem, mas é difícil encontrar quem tenha provado do veneno de Skins sem apreciá-lo, ao menos parcialmente.
Ainda hoje temos os saudosistas que acham que a primeira temporada foi tudo o que Skins teve de potencial e que, depois disso, a série morreu. Pessoalmente, discordo. Agora, sob a perspectiva do fim, vejo que os roteiristas nos apresentaram coisas ótimas ao longo da jornada. É verdade que eu ainda não gosto nada de algumas tramas que se estenderam nas Season 3 e 4, mas mesmo ali há figuras adoráveis que eu jamais deixaria de considerar só porque o arco central era pobre, sem brilho e completamente absurdo.
As duas primeiras temporadas, verdade seja dita, também deixaram um desafio imenso para a 2ª geração. A novidade que Tony, Sid, Cassie, Anwar, Chris, Jal, Maxxie, Michelle e Effy trouxeram na época foi contundente. Só se falava em Skins e a mudança no elenco (à parte de Effy) foi sentida na época e é lembrada como uma espécie de trauma até os dias de hoje.
Para as Season 5 e 6, a mudança já veio com menor impacto e era esperada com certa ansiedade. Há quem abomine a 3ª geração, mas particularmente, gosto bastante da proposta dessas temporadas que são mais “pé no chão”, por assim dizer.  Infelizmente, pela proximidade com a Season 7, não tivemos nenhum personagem desse grupo entre os escolhidos para as duplas de episódios que encerram a série.
A última temporada de Skins, por sua vez, é uma espécie de janela para o amadurecimento de Effy, Cassie e Cook.  Em todos os roteiros foi notável a injeção da personalidade de cada um e isso contribuiu muito para o sucesso dos episódios. Talvez, se eu pudesse meter meu bedelho, teria mudado a ordem de exibição. Abriria com Cook, matéria Cassie no meio e só então colocaria Effy na jogada. Mas, de qualquer forma, a ordem pouco importa. Esse comentário é apenas uma “chatice de fã”. Verdade seja dita, sempre achei Cook tão unidimensional que preferia que ele não existisse e, nesse caso, preferia “ter me livrado dele” primeiro, por assim dizer.
Quem tem acompanhado as reviews dos episódios por aqui já sabe que gostei dos episódios de Effy e Cassie, não só pelas personagens em si, mas pela proposta.  Com Cook, tive uma péssima primeira impressão e, logo de cara, pude notar que o amadurecimento não havia chegado para ele. Depois de tudo, da morte de Freddie e de sua fuga após matar o psicopata da Season 4, Cook continua fugindo de suas responsabilidades e embora tente se manter longe de problemas, tenta muito pouco. Quem não quer encrenca não trabalha para traficantes de drogas e não tenta pegar a mulher do cara. Cook, apesar de tudo, não pode e não deve ser visto como vítima das circunstâncias. Ele planta exatamente o que colhe.
Quando analiso a história no todo, apesar de tudo, ainda vejo algumas qualidades. O segundo episódio consegue imprimir o tom de desespero que era pretendido, especialmente depois da morte de Jason, ainda na primeira parte. Quando o nível de crueldade de Louie entra em cena é que a coisa muda. Ele, apesar de ter participação pequena, faz a diferença na história e serve como ele de ligação para que Cook trace seu caminho sem volta, em sua eterna rota de fuga.
A presença de Emma é uma injeção de doçura, mesmo que ela não seja exatamente uma menininha que vive sob todas as regras. Enquanto Charlie faz o papel de âncora e afunda o navio, Emma tenta içar Cook para a superfície. Seu final (e o dos pais) foi algo digno de filme de terror. A visão dela pendurada na árvore é forte e difícil de esquecer.
Charlie veio para provocar e trazer um pouco daquele atrevimento ao estilo de Effy que é algo tão atrativo para alguém como Cook. Um cara que gosta de perigo e que vive para se colocar nas piores situações. Um encaixe perfeito, como a fome a vontade de comer, para usar uma analogia mais próxima.
No final das contas, Cook não pôde resistir a ser quem ele é de verdade. Desaparecer, em termos físicos, pode ser fácil, mas personalidades tóxicas e autodestrutivas raramente podem ser suprimidas.  Rise, para mim, traz esse sentido. De que o verdadeiro eu de Cook voltou à tona, se elevou novamente, depois de ser tratado como um gigante adormecido que não poderia ser perturbado.  Mesmo assim, fica a impressão de que essa segunda experiência, tão próxima da morte, deixa nele uma marca vitalícia de tristeza.
Cook era um “porra louca” feliz, antigamente. Um maluco inconsequente que só queria viver a vida no limite máximo. Quando ele chegou lá, percebeu que não havia a menor graça no extremo e isso se traduz em cada diálogo em que ele descreve o que ficou depois de tudo. Para “realmente ver” – como ele frisa algumas vezes – o que é vida e a morte, Cook teve que ficar no limiar entre elas e deixar suas emoções marcadas sobre a pele. Não deixa de ser um pouco do que Skins nos proporcionou ao longo desses anos.
P.S*Mais uma boa série que se encerra e, como sempre, agradeço pela companhia e pelos comentários. Até a próxima!
Comentários
5 Comentários

5 comentários:

Lucas disse...

Vcs do seriadores estão perdendo a oportunidade de fazer a review da serie da NBC Siberia , to acompanhando e ta melhorando a cada episodio , no começo parece Lost e a audiencia não anda bem ,mas ta valendo assistir os episodios, está sendo bem tenso a cada cena. Aconselho a assistirem . @camisbarbieri Assiste com fé e coragem que vc consegue.

Misterios é que não falta em Siberia @camisbarbieri olha (spoiler) : Mostro , UFO, tigre, nativos, Totem Tribal, Ceu em Chamas,Meteoro, Fake Show, RUNAS, Objetos Antigos, Encontro dos proprios corpos mortos (podendo eles serem fantasmas), Premonição, Lapso Temporal, caçadores.

Tudo isso até no episodio 5.

Joe disse...

“Você acha que conhece a morte. Mas não conhece. Não até vê-la. Vê-la realmente. Ela entra em suas veias e vive dentro de você. Também acha que conhece a vida. Fica a par das coisas e a vê passar, mas não está vivendo. Não de verdade. É apenas um turista. Um fantasma. E então você vê. Realmente vê. Ela entra em suas veias e vive dentro de você, e não há como escapar. Não há nada a ser feito, e que saber? É bom. É uma coisa boa. E isso é tudo o que tenho a dizer.” James Cook, Skins Rise

peargentinocn disse...

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