A diferença é que ele rosna. Ou será que ele coaxa?
Se é sapo ou cachorro eu não faço ideia, mas de uma coisa eu tenho certeza: Modern Family matou a pau mais uma vez. Temporada ótima até aqui, com amplo destaque para Phil, que dominou completamente a cena e me fez rir como nunca.
Phil é tão incrível que nem sei expressar. Tenho muito amor por esse homem que não sente vergonha de ser sensível e que se orgulha muito de seu passado atlético, como cheerleader, nos tempos de faculdade.
Quando vi que ele fazia coreografia e dava seus pulinhos de alegria contagiante, quis me juntar ao grupo e fazer os passinhos também, mas provavelmente é porque eu não sou filha dele. Se eu fosse Haley, estaria ali no canto, com a cara amarrada e vontade de cometer suicídio. Adorei toda a viagem de pai e filha para conhecer a faculdade em todos os momentos, na orgia com frango frito à descida das cataratas com bandeja de refeitório. Foi leve e engraçado, ao mesmo tempo em que foi fofo demais em diversos momentos.
Claire é outra que estava possuída. O fogo dela por uma noite de diversão com os gays poderia ter rendido horrores e cá entre nós, difícil resistir ao personal trainer (e massagista) francês. Mas Claire é casada com Phil e aí, já sabem. Não tem como ser infiel.
Também gostei bastante das reações idosas de Cameron e Mitchell, que provam que não é porque eles são gays que a vida tem que ser uma balada eterna. A melhor parte, porém, foi a da troca dos carros, com Cameron surtando pela perda inestimável das empadas de frango, que eram, de fato, a coisa mais valiosa, superando até o carro em sua totalidade.
Completando os surtos do episódio, Gloria encarou a mãe neurótica com talento, mas foi a interação entre ela e Jay a grande sacada. Para começar, Jay passou o tempo todo provocando a coitada com o possível onanismo de Manny. O pior é ver que ele está tão por fora desse assunto que em vez de comprar um daqueles tubos de “Aumente seu pênis”, o menino adquire um capacete com pesos e uma barra para ficar de cabeça para baixo, estimulando o crescimento. Mais loser impossível.
O melhor de tudo, porém, foi ver o amor de Jay pelas novelas colombianas, abismado com os gritos, os descamisados e filosofando sobre personagens grávidas cheias de hormônios que atiram em suas almas gêmeas. Para o Jay recomendo a assinatura da Televisa. Dia desses ele pega uma reprise de Maria do Bairro ou A Usurpadora e aí ele vai ver o que é novela boa de verdade!