domingo, 9 de maio de 2010

Fringe 2x21: Northwest Passage


Acredito que já gastei toda a minha quota de adjetivos com Fringe, mas é impossível não repetir o que tenho dito: Estamos diante do melhor Sci-Fi da temporada e não tem pra mais ninguém.

Pode até parecer um episódio comum, casinho bizarro da semana e a mera continuidade da trama. Não é. Por trás da simplicidade de Fringe, se escondem qualidades incríveis. Para começar, mudamos de ares e de foco. Walter e Olivia são coadjuvantes. É a vez de vermos Peter em ação.

Sempre achei Joshua Jackson mal aproveitado na série. Sei que existe algum preconceito contra ele por seus papéis em filmes trash e em Dawson’s Creek, mas ele é um bom ator, que não me lembra em nada seus outros personagens, exceto talvez, por esse charme meio canalha.

Essa crise existencial era de se prever. Depois de saber que vem de outra dimensão qualquer um ficaria abalado e Peter viaja sozinho, em busca de algo que nem mesmo ele sabe o que é. No caminho encontra com algo familiar e mostra porque carrega o nome Bishop.

Não imaginava que, no fim, estaríamos diante de um assassino comum. Fringe me ensinou a sempre esperar algo inexplicável e toda aquela paranóia com transmorfos e cérebros picados levava a crer que Peter estava mesmo sendo caçado.

Na verdade, estava mesmo, mas ninguém precisou usar técnicas tão complicadas para descobrir seu paradeiro e fico feliz em informar que sim, eu já sabia o que estava por vir desde a Season Finale da 1ª temporada.

A teoria da guerra entre os dois Walters foi absolutamente confirmada. Não nego que pulei de alegria ao perceber que não estava louca e principalmente, ao saber que Fringe faz todo sentido para mim. Enquanto Peter encontra seu verdadeiro pai, que sempre chamarei de Walternativo para não confundir, Walter (o original) sofre.

Impossível não se compadecer de sua dor e de seus medos de rejeição e isso me faz pensar em todas as consequências que o encontro entre esse dois homens iguais, mas diferentes, vai causar na Season Finale dupla. A julgar pelo que vimos até agora, dá para imaginar a qualidade desses episódios, a ciência envolvida neles e o principal: a emoção. Não duvidem que esse ingrediente, que fez toda a diferença para a temporada de sucesso de Fringe, virá em quantidades módicas. Mal posso esperar.
Comentários
1 Comentários

Um comentário:

Tatty disse...

Nossa! Eu confesso que não imaginava o final desse epísódio, mas como vc disse foi o melhor Sci-Fi da temporada. Sem contar que é uma série fantástica!
O foco em Peter também mereceu destaque! E quanto ao Walter, tadinho.... fiquei com muita pena dele.
Vamos esperar pelo próximo episódio, quem sabe não nos surpreendemos ainda mais.
Bjs