quinta-feira, 5 de novembro de 2009

V 1x01 (Series Premiere): Pilot

Eles chegaram! Os visitantes mais esperados dessa Fall Season finalmente invadem as telas com suas naves imensas e impressionantes, num piloto de alta qualidade, que superou expectativas de muita gente, inclusive, as minhas. Esperava ansiosamente por V, remake do clássica série dos anos 80, da qual eu lembro vagamente, mas que me fez ter mais vontade de acompanhar essa, que parece mesmo que será uma mega produção.
Não sei vocês, mas fiquei impressionada com a qualidade gráfica do episódio. Efeitos e imagens construídas no computador da melhor qualidade, como talvez, nunca se viu numa série de TV.
O enredo fala basicamente da chegada dos V, abreviação de Visitor, que amedrontam a população mundial com suas gigantescas naves em 29 cidades-chave. Até o Rio de Janeiro estava lá, representando o Brasil e, pasmem, quando Anna, a líder dos V reproduz a mensagem de conteúdo pacífico, o português era perfeitamente brasileiro. Quero dizer, uma produção estrangeira que não confunde português do Brasil com o de Portugal e nem mesmo trocam nossa língua por Espanhol, já ganha uns pontinhos, não é mesmo?
A entrada triunfal dos V no planeta Terra é triunfal e de grande impacto. Só quem viu o episódio sabe o que é. Mas, o que no começo era puro pavor dos seres humanos, que imaginavam ser dizimados logo de cara pelos extraterrestres, logo vira um sentimento de amizade e de bem receber. Acho estranho e bizarro. Os caras chegam aqui, soltam meia dúzia de frufrus de paz e todo o mundo acredita? Bem, quase todo mundo. Algumas pessoas tem um pé (ou dois) atrás em relação aos V. E quem não tem, em breve, terá. Na verdade, nosso amigos não são amigos coisa nenhuma. Estão aqui para, como diria Pink (ou seria o Cérebro?), dominar o mundo. Simples assim. Chegam aqui e contando com o tamanho da nossa idiotia, se fazem de bonzinhos e salvadores da humanidade para concretizar seus planos. Seria difícil se não fosse fácil. E muito provável. Até porque existem muitos deles entre nós, disfarçados. Estão há anos e anos fazendo os seres humanos se dividirem, guerrearem e sabe-se lá mais o quê. A religião também é uma poderosa arma nas mãos dos V. Como sabemos, as igrejas, padres, pastores e afins podem ter um poder imenso sobre as massas crentes. E digo crente no sentido da palavra acreditar e não do modo pejorativo que normalmente teria no tema religião. Se pararmos para pensar, não seria muito difícil uma raça alienígena inteligente dominar o planeta. Filosofias à parte, falemos dos personagens que nos guiarão pelos episódios de V. Como já sabemos, Anna (Morena Baccarin) é a líder V, com um poder de persuasão imenso e uma cara de ET que só vendo. Me desculpem os fãs da beleza da atriz, mas se eu encontrasse essa moça na rua ia desconfiar. E não seria tão difícil. Morena é brasileira, carioca e talvez por isso mesmo tenha nos apresentado um português perfeito na comunicação dos V com o Brasil, pertinho do Cristo Redentor. Aliás, essa Anna é um tipinho perigoso e sabe muito bem como manipular as pessoas. A beleza de todos os V é outra arma para pegar os humanos tão suscetíveis à aparência. O primeiro a cair no engodo de Anna é Chad Decker (Scott Wolf), um âncora de TV com muitas pretensões profissionais e que se vê num meio de um enorme jogo de interesses. Anna o escolhe para dar uma entrevista exclusiva por um motivo: Chad é manipulável. Apesar de questionar as intenções da líder, que quer ficar com uma imagem muito positiva diante dos terráqueos, Chad fica na zona de conforto em suas perguntas, com o intuito de se tornar o jornalista mais famoso do mundo.
Quem também vai servir de massa de manobra para os V é Tyler Evans (Logan Huffman), estudante rebelde que se encanta com Lisa (Laura Vandervoort) uma recrutadora dos V, para o que eles chamam de Embaixadores da Paz.
Tyler é filho de Erica Evans (Elizabeth Mitchell), a eterna Juliet de Lost, que encara uma agente do FBI na produção e , sem querer, se envolve com a resistência aos V. Ao investigar um caso de terrorismo, Erica chega até uma reunião, onde descobre que os V, são na verdade lagartos que usam a aparência humana para se infiltrar e roubar o planeta dos humanos. Até mesmo o parceiro dela se revela um deles e explica o porquê de os "terroristas", que na verdade são V's disfarçados de humanos, estarem sempre um passo à frente em suas investigações.
O padre Jack Landry (Joel Grestch) é outro que descobre a verdade nessa reunião. Desconfiado das intenções dos visitantes e estranhando o fato de que seu superior na igreja ordene que as missas propaguem que os V são enviados de Deus, ele vai atrás de uma pista, deixada por um homem ferido na igreja e descobre a verdade que já temia. As curas miraculosas são apenas mais um artifício para que os humanos baixem a guarda. Ele e Erica escapam da invasão que aconteceu no meio da tal reunião e prometem se unir e lutar contra a dominação.
Mas, nem todos os visitantes estão do lado do mal. Ryan Nichols (Morris Chestnut) é um V disfarçado de homem de negócios. Ele até mesmo tem uma namorada humana (até onde se sabe) e pretende pedir Valerie (Lourdes Benedicto) em casamento. Pelo menos, era isso o que ele queria antes dessa "invasão" começar. Ryan é outro comprometido a evitar que a desgraça anunciada pelas verdadeiras intenções dos V se concretizem. E o que eles querem? A respostas é simples e banal: Água. Há tempos ouvimos que a água seria motivo de guerras e transtornos para a vida dos seres humanos, mas alguém pensou que teríamos de brigar com extraterrestres por ela?
Com essa premissa, V chega forte a essa temporada de estréias e esperamos que seja boa e que seja para ficar.
Comentários
6 Comentários

6 comentários:

Brener disse...

Adorei o piloto. Realmente muito bom. Eu não esperava tanto assim de "V". E assim como você, me surpreendi. Só acho que a Morena é linda, ela tem uma beleza toda proporcional. Apesar se parecer um ET mesmo ... rs.

netiteve disse...

Ah, a Morena é exoticamente linda.

V estreiou honrando o original. Pra mim isso já é um ponto mais que positivo.

E todas as mudanças deixaram a história bem mais interessante do que era.

Você comentou que Chad está sendo manipulado. Eu fiz uma leitura diferente. Pra mim ele está aceitando ser manipulado. Pelo comportamente ele deu a entender que é bem consciente dos fatos. Até porque, se ele não for assim, ficará idêntico ao personagem original, só trocando de sexo.

V de vitória, para a série.

Angela disse...

O nome da personagem da Elizabeth Mitchell em Lost é Juliet e não Violet.

Camis disse...

Tem razão Angela. Isso é muito Melrose Place na cabeça.

Henry Akashi disse...

Camis, pela primeira vez vou comentar uma review sua, apesar de já lê-las há certo tempo. Gostei muito do texto e o deixei com um ritmo bem legal.
Quanto a série, eu adorei. Não tem como eu explicar de outra forma o sentimento q tive ao assistir este episódio ontem pela manhã. Até decidir dormir somente 3 horas para poder asisstir ao piloto de V e não me arrependo nenhum pouco de ter passado o dia todo sonolento.

O que mais curti foi o fato do pulo temporal que realizaram quase no fim do episódio, pois evitou toda aquela enrolação de adaptação e tudo mais. Os terráqueos podem até não saber que os Vs estão aqui em nosso planeta há algum tempo, mas nós ficamos sabendo assim que a resistência nos informou, e sendo assim, não vejo necessidade de ficar mostrando a adaptação, quando o que realmente interessa está um pouco mais a frente.

O elenco fez bonito e não teria como... Tudyk, Mitchel, Gretsch já tiveram contato com situações estranhas em seus trabalhos anteriores e por isso levam uma vantagem gigantescas ao estrearem em V, se compararmos outras séries como FF q pegou o "shakespeare" e Fringe que pegou a "torta"... Ambos não me desceram direito.

Enfim, a estréia pra mim foi excelente e apesar de não ter me estasiado como o fez o piloto de FF, ainda assim posso dizer que foi o que mais me surpreendeu.

Tbm escrevi minha review e se puder, depois dá uma passadinha pra conferir. Um gde abraço.

V disse...

Quando ANNA fala português, nada mais natural. A Morena Bacchanin é brasileira!