Não se esqueça de lutar pelo que você merece, mas lembre de
ter absoluta certeza do que quer.
A frase não é exatamente essa, mas o espírito desse episódio
de Grey’s Anatomy segue a mesma linha. Tivemos muitos momentos de histeria e,
pasmem, nem todos vieram de Kepner, que afinal era a noiva e tinha o direito de
surtar, pelo menos dessa vez.
Não sei dizer se achei um bom episódio. Na verdade, achei
tudo meio confuso. Parece que chegamos a um pico de caos na história e
normalidade é o que não conseguimos encontrar em trama alguma. Algumas coisas
incomodam de verdade, como o retorno surpreendentemente rápido de Richard e
Bailey às salas de cirurgia, mas convenhamos, esse lapso fica pequeno diante da
DR entre Meredith e Cristina e do surto psicótico de Ross, que já é uma das
coisas mais ridículas propostas na série.
Da briga de Meredith e Cristina, pelo menos, tiramos uma
dose de honestidade. “Tenho inveja”, diz Meredith. “Não quero competir, mas é
inevitável”, ela completa. Enquanto Cristina continua afirmando, de um modo
meio velado, que a amiga não possui seu brilhantismo e objetividade profissional.
Confesso que achei legal que as verdades tenham vindo à tona, mas acho bobo e
fraco demais que duas amigas tão intimas e tão próximas entrem numa briga de
egos digna de garotas da 4ª série. É muita imaturidade para ambas e repito,
nenhuma está certa. Não vejo a hora de essa briga estúpida acabar para que
possamos dar Adeus à Cristina sem achar que uma das melhores personagens da
série é uma tremenda babaca.
E pelo andar da carruagem não demoraremos mais nisso, porque
Derek vai boicotar a própria iniciativa de ajudar Meredith dando-lhe tempo para
a pesquisa, porque afinal, ele recebeu uma ligação do presidente e fica chato
não ir cutucar cérebros depois disso. Noto que Meredith terá outra pessoa com
quem brigar e aí essa patacoada terá um fim.
No fim das contas, April acabou sendo o alivio cômico da
semana em sua caça pelas damas de honra perdidas. De fato, a pobrezinha passou
por muito estresse antes do casamento e achei deselegante que todas as mulheres
ficassem falando de si mesmas enquanto a noiva apartava brigar e gritava por
atenção. Arizona, mais uma vez, prova que é muito idiota e agora vem com essa
história boçal de que Callie não a ama de verdade pelo que ela é, pois deseja
criar uma perna de pau que seja melhor.
Na boa, se essa dedicação de Callie não
é amor, não sei do que chamar. Certamente posso encontrar uns 4 ou 5 palavrões
para descrever a falta de noção de Arizona que, a meu ver, está procurando uma
desculpa para trair e dormir com o máximo de mulheres possível. Mas claro que
ela dirá que as amantes a aceitam como ela é e blá, blá, blá, blá... NOJO de
Arizona só aumenta.
Adorei o esporro que Alex dá naquele pai irresponsável.
Estava preso na garganta dele há anos e era necessário. Claro que depois disso
tinha de vir o problema de saúde, agravado pela loucura de Ross. Não sei como
alguém acha que essa trama é boa, porque é uma droga. Imagine só que um
hospital ficaria praticamente sem equipe e um atendente sem a menor autonomia
faria o que ele fez? Murphy deveria ter dado um soco na cara dele para evitar
uma tragédia maior, essa é a verdade.
No casamento, claro, fiquei esperando por Avery e aquela
cena típica de comédias românticas. Depois da fala dele sobre o lema de Sloan,
era certo que aconteceria e bom, não houve decepção nesse sentido. Achei a
declaração fofa, mas muito inapropriada, pois deixa a noiva numa sinuca de
bico. No entanto, foi a primeira vez que vimos Kepner MUDA. Pois é. Alguma
coisa nós tínhamos de ganhar com esse episódio tão confuso. Só espero que a
enrolação para esse casal acabe aí e que possamos voltar em 2014 com histórias
que realmente sejam interessantes e emocionantes.
P.S* Bailey já pode se divorciar, né?

Amo Hart of Dixie por fazer uma série que você não tem vontade dormir no meio do episódio, sem usar nem subterfúgio como grandes orçamentos, twists atras do outro, etc.
ResponderExcluirSó me incomodo com o fato de em Bluebell sempre ter um evento acontecendo. Todo dia. Suponho que é isso que faça Bluebell ser Bluebell.
E por mais que menções ao Burt Reynolds sejam bem vindas, seria bom ele dar uma aparecidinha de vez em quando.