“Você vai se arrepender”.
Não diga que eles não avisaram.
Aqueles que já assistiram ao mais novo lançamento do canal FX, American Horror Story, sabem exatamente à qual cena pitoresca eu me referi na primeira frase de texto. Antes de tudo, a série te avisa, mas você, assim como os gêmeos ruivos abusados, continua, continua e continua. Não importa quantas vezes a menininha Addy repita: “Você vai se arrepender”.
Quando notei o humor distorcido que essa oração tenta passar ao telespectador, percebi que era mau presságio. As críticas à produção têm sido ferozes e, embora eu não tenha achado essa Season Premiere tão péssima quanto tentam pintar, não dá para negar que há diversas inconsistências e que a série não cumpre aquilo que propõem.
O título já diz tudo. Deveríamos estar diante de uma história de terror, deveríamos sentir a mais profunda paúra, deixar de respirar com o suspense e morrer arregalando os olhos nos momentos de antecipação. Nada disso acontece e é frustrante. Já vi séries que realmente me assustavam e deixavam com aquele frio na barriga. Carnivàle e Twin Peaks são exemplos disso. American Horror Story não chega nem perto delas, em todos os aspectos.
Ver esse Piloto não é, de fato, a experiência penosa que muitos descrevem. Você assiste, simplesmente. Não morre de tédio, mas também não sente nada de extraordinário. Não é o pior Piloto de todos os tempos, longe disso. O problema é que o material promocional instiga as pessoas, gera curiosidade e expectativa e, para aqueles que estavam apostando alto, o choque pode ser grande.
Particularmente, eu não tinha qualquer vontade fora do normal em conferir a série. Assisti como assisto a todos os lançamentos dessa época e talvez por isso, minha decepção não seja grande. Também não vou dizer que achei maravilhoso. Seria até incongruente apontar tantos problemas e depois aprovar a palhoça. Ainda acho que a série pode conquistar seu público, embora eu duvide que dure mais do que uma temporada.
A série retrata a nova vida da família Harmon, que está praticamente recomeçando depois que algumas tragédias os abalaram. A esposa Vivien (Connie Britton) sofreu um aborto e foi traída pelo marido, o psiquiatra Ben Harmon (Dylan McDermott). Os dois permaneceram juntos para tentar salvar o casamento, as como Ben é inteligente ao ponto de trair a mulher dentro da própria casa, eles tiveram que mudar de cenário com a filha adolescente, Violet (Taissa Farmiga).
A recém comprada (a preço de banana, deveriam ter desconfiado) residência dos Harmon já foi cenário de diversas mortes, embora apenas a dos últimos moradores lhes seja revelada antes de fecharem negócio. A casa é obviamente mal assombrada e habitada por criaturas ou espectros sobrenaturais ainda não revelados, mas é óbvio que algo de muito estranho acontece ali e vai mudar de vez a vida de todos os habitantes.
No cenário de “horror” e esquisitice, estão também Costance (Jessica Lange) e sua filha Addy (Jamie Brewer), que tem síndrome de Down e parece ser a única capaz de perceber os perigos e ter contatos com as entidades do local; Tate Langdon (Evan Peters), um dos pacientes de Ben, sociopata (mas só mata pessoas que ama para livrá-las do mundo cruel) com quem Violet obviamente não pode deixar de se envolver; Larry Harvey (Denis O’Hare) ex-morador da casa que matou esposa e filhas num incêndio, influenciado por vozes em sua cabeça e a Governanta (Frances Conroy) a mulher que aparentemente já morreu, mas continua viva e que aparece em forma jovem (Alexandra Breckenridge) para seduzir o patrão.
A iniciativa do enredo não é, absolutamente, ruim, quando colocada em perspectiva, mas a execução é falha. A edição, cheia de recortes, tem a intenção de nos deixar apreensivos, mas não funciona. Porões com cabeças de bebês em vidros com formol não deixam ninguém com medo e a criatura com garras que aprece no escuro é uma espécie de Gollum que não está procurando pelo anel. Em português claro: a ambientação não convence ninguém.
O que não dá para negar é que estamos diante de um elenco de bons atores (exceto por McDermott que é ator BOM, se me permitem o trocadilho) e American Horror Story pode cativar por aí. Quanto ao texto e ao desenvolvimento da trama tenho fortes dúvidas.
A série é criação de (titio) Ryan Murphy e Brad Falchuck, ambos co-criadores de Glee. Quem, assim como eu, acompanha a carreira de Murphy desde Popular ou Nip/Tuck (dou crédito até para a Season 1 de Glee) sabe que o cara tem potencial nas mãos e consegue entregar episódios muito bons algumas vezes, com o grande porém de que, eventualmente, TODAS essas séries desandaram e caíram terrivelmente em qualidade e criatividade.
O único MEDO que American Horror Story me causa é o de eu me arrepender em ter começado. A partir daqui (a não ser que me garantam que essa é a melhor estréia do universo), manterei distância.

eu recém coloquei para baixar, kkkk
ResponderExcluirestava ansioso, e dai leio o que você disse, agora esperar para ver.
achei um lixão...mal editado, atores pagando hipoteca, sopa de clichês, absolutamente nada digno de nota.
ResponderExcluirMe senti na mente de Ryan Murphy. De fato um Horror.
ResponderExcluirNosso titio foi o diretor deste piloto e como podemos ver deitou e rolou em algumas cenas... O que foi aquele homem-borracha? Será que aquilo também aparece a noite na casa do tio Ryan? Mistério...
No resto foi bem morno/clichê que não funciona. Meio duvidosa essa opção de desfilar essas coisas paranormais/toscas sem a menor cerimônia. Comecei a rir da boneca Maísa assassina de unhas quilométricas. Que coisa bobinha... A edição pesou muito a mão nessa cena diga-se de passagem.
Até hoje vendo O Sexto Sentido tenho calafrios, muito diferente do susto barato em cima de uma trilha escandalosa e brega. Apostaria mais nesse caminho, de causar calafrios e não sustinhos, já que gostei da história e os atores não decepcionaram.
E lá vou eu entrar numa outra barca do tio Ryan. Sei que vai afundar em breve mas... sou sem vergonha mesmo. Falling Skies e Terra Nova não me deixam mentir.
Ainda plagiaram a trilha sonora macabra do filme "Sobrenatural"
ResponderExcluirtbm lembrei desse filme quando vi, por sinal achei lixo essa trilha, forçam na trilha pq n tem imagens "assustadoras" pra mostrar.
ResponderExcluirNão achei ruim !!! Atuações legais, muita cretinice... que governanta hot hein. Só achei muito forçado e espero que amenize mais a bizarrice e faça mais suspense.
ResponderExcluirAliás, essa FallSeason tá um LIXO... esse foi o melhorzin, á e também o Círculo Secreto, fora isso... só merda.
Esse episódio pareceu ter duas horas de duração. A parte que eu achei mais esquisita foi a da protagonista e o figurinha da roupa de latéx (que não é o marido dela né). Quando ela disse que tava grávida a primeira coisa que eu pensei foi: "A mulé vai ter o filho do capeta!?"
ResponderExcluirO episódio mexe com clichês, (quando vi o fantasma dos gêmeos me lembrei na hora de O Iluminado) alguns conseguem ser interessantes (a governanta por exemplo) mas outros, tipo o pai sonâmbulo e o consultório em casa, é muita zona de conforto de filmes de terror.
Galera, a série não pode ser chamada de clichê não, pois esse formato não existe na televisão, Twin Peaks era um drama psicológico, aqui em AHS temos um horror drama, a série é sim uma grande referência ao cinema de horror, e apenas os fãs de raiz entenderão e pegarão algumas referências.
ResponderExcluirAssim como em Community, a série não é para todos, por causa de referências, não é por isso que ela seja ruim, ao contrário ela possui seu público bem definido e bem restrito.Algumas referências no piloto e na série em geral:1 - Os ossos no começo da série na porta da casa: O massacre da serra elétrica, e também os ossos humanos dentro de copos;2 - A cena do estranho, que canta aquela musica do assovio de Kill Bill;3 - Gêmeos Mortos, fantasma sedutor, Marido ficando louco: O Iluminado;4 - Homem no varal observando: Halloween;5 - Cavalheiro de terno preto: Poltergeist 2;6 - Gravidez misteriosa: O Bebê de Rosemary;7 - A edição é bem parecida com a de Jogos Mortais;8 - Alta freqüência dos violinos igual ao de Psicose;9 - Assassinato de uma família, como em Horror em Amityville;
A Ana Maria Bahiana, que já teve acesso a outros episódios garante que a série progride razoavelmente.
ResponderExcluirPortanto, vou permanecer mais um pouco nesse barco, hehe,
Não achei a produção da série tão mal feita perto do que tem estreado nessa fallseason. Achei esse piloto bizarro e algumas cenas me deixaram desconfortável, mas mesmo assim vou acompanhar mais alguns episódios.
ResponderExcluirAcho que o Wilken Misae disse tudo quando fala que a série não é para todos, o tanto de referências (e o próprio estilo da série que me lembrou muito O Bebê de Rosemary, que pra mim é o melhor filme do Polanski).Primeiro que a definição de Horror aqui no Brasil é bem diferente do que realmente significa. O horror em si, não precisa, necessariamente, estar relacionado com sustos, mas sim uma atmosfera, sendo que alguns nem consideram o horror como um gênero, e AHS conseguiu fazer isso, pegou muitas referências de filmes clássicos e clichês e fez algo bom e uma das únicas coisas que realmente valem a pena assistir nessa fall season.Eu fiquei feliz com o que vi no piloto e acho que os personagens e a história podem evoluir para algo fantástico como foi Twin Peaks que também não foi feito para todos os públicos.
ResponderExcluirSE VOCE GOSTA DE COISAS BIZARRRRRRAS ASSISTA
ResponderExcluirÉ DEMAIAAAAAAIS
MELHOR ESTREIA.........
AGORA DE SEU LANCE E ROMANCINHO E COMEDIA CAI FORA POIS ESSA E UMA SERIE COM PUBLICO DEFINIDO
EU AAAAMEEEEEI
Gostando muito da série. Já to no episódio 5 e a história ta começando a se desenrolar em uma coisa psicologicamente perturbadora.
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